Os 7 queijos mais consumidos no Brasil: Tipos e Características

Descubra os 7 queijos mais consumidos no Brasil, suas características, sabores e usos. Saiba quais são os preferidos pelos brasileiros e destaque da produção nacional.

O Brasil é um dos maiores produtores de leite e queijo do mundo, ocupando atualmente a terceira posição no ranking global de produção. Entre os estados brasileiros, destacam-se Minas Geraise o Paraná, sendo este último responsável por um crescimento significativo no setor de lácteos e por se consolidar como o segundo maior produtor de leite do país. Segundo o IBGE, o Paraná é o segundo maior produtor de leite do país, enquanto Minas Gerais lidera a produção nacional, responsável por uma grande diversidade de queijos artesanais e industriais.

Apesar do destaque do Brasil na produção de leite e queijo, até pouco tempo havia a percepção de que apenas os queijos de qualidade superior eram produzidos no exterior. Nos últimos anos, entretanto, esse cenário vem mudando através do trabalho de produtores que investiram na fabricação de queijos artesanais brasileiros, o que tem contribuído para o aumento da popularidade e do reconhecimento dos queijos brasileiros, tanto no mercado interno quanto no externo. Os queijos brasileiros vêm ganhando destaque no mercado internacional, com algumas variedades artesanais recebendo premiações e reconhecimento em feiras de alimentos e concursos internacionais.

Diante desse contexto de crescente valorização da produção de queijos no Brasil, torna-se relevante compreender quais são os queijos mais consumidos no paíse suas principais características, a fim de identificar as preferências dos consumidores brasileiros em relação a aromas, texturas e sabores.

 

Queijo Muçarela

Queijo Muçarela

A muçarela, ou mussarela, é um dos queijos mais consumidos no Brasil, sendo muito presente no dia a dia dos brasileiros e utilizada em diversas receitas, desde aperitivos e lanches até pratos gourmet. A muçarela, por exemplo, representa mais da metade do consumo total de queijos no país, refletindo a preferência do brasileiro por queijos versáteis e de sabor suave.

Originária da Itália, apresenta sabor levemente ácido, aroma lácteo e textura macia. Por ser um queijo de massa filada, possui textura firme, uniforme e coloração amarelada. Quando submetido ao calor, torna-se elástico e agradável ao paladar, características que o tornam ideal para sanduíches, pizzas e outros tipos de lanche.

 

Queijo Prato

Queijo Prato

O queijo Prato é de origem brasileira, embora sua introdução tenha ocorrido com a chegada de imigrantes dinamarqueses ao país. É muito popular entre os consumidores e frequentemente utilizado em sanduíches e outros lanches.

Suas principais características incluem cor clara e textura macia, com sabor suave e levemente adocicado. Por ser uma massa semicozida e lavada, isso contribui diretamente para sua maciez e consistência agradável.

 

Queijo Provolone

Queijo provolone

O queijo provolone é um queijo de origem italiana, submetido a um processo de defumação antes da maturação. Pode ser encontrado nos tipos tradicional, picante e defumado.

Trata-se de um queijo de massa filada, com textura semidura e sabor mais intenso e marcante. Seu sabor se intensifica com o tempo de cura. É muito consumido em tábuas de frios, acompanhado de outros alimentos ou até mesmo puro.

 

Queijo Coalho

Queijo coalho

O queijo coalho possui textura firme e coloração branca ou levemente amarelada. É muito utilizado em churrascos como aperitivo ou acompanhamento, mas também é consumido fresco. Por ser mais firme, é adequado para fritar ou grelhar, sendo comumente usado em pratos como o baião de dois. O queijo coalho, além de popular nos churrascos, é um símbolo da culinária do Nordeste, sendo amplamente consumido em festas típicas e receitas regionais.

 

Queijo Cottage

Queijo cottage

De origem britânica, o queijo cottage é fresco, de sabor suave, levemente ácido e salgado. Apresenta cor branca e textura granulada, formada por grãos cobertos por creme de leite.

É muito recomendado para pessoas que seguem dietas restritivas, pois apresenta baixo teor calórico e, por conter caseína, proporciona maior sensação de saciedade.

 

Queijo Minas Padrão

Queijo minas padrão

O queijo Minas Padrão é de origem brasileira, com produção iniciada em Minas Gerais no século XX. Passa por processo de maturação em salas especiais, permitindo que as enzimas quebrem as proteínas e gorduras em pequenas moléculas.

Apresenta aroma levemente ácido e suave, textura macia, porém firme, com algumas olhaduras irregulares. É utilizado em diversas receitas, principalmente no pão de queijo, e também pode ser consumido puro.

 

Queijo Minas Frescal

Queijo minas frescal

Também de origem brasileira e produzido em Minas Gerais, o queijo Minas Frescal possui textura macia, massa mole e alta umidade, com sabor extremamente suave. Pode ser feito com leite cru ou pasteurizado, possui aparência branca, levemente porosa e úmida, e não passa por processo de maturação.

É comumente utilizado em lanches, pães, sanduíches e combina muito bem com doces. Por ser um queijo de consumo imediato, também é indicado para dietas, devido ao seu bom teor de proteína e cálcio.

 

Conclusão

Observa-se que as preferências dos brasileiros em relação aos queijos se concentram em sabores suaves e levemente ácidos. A muçarela é o queijo mais consumido, evidenciando o gosto por produtos versáteis e agradáveis ao paladar.

Além disso, o Brasil vem ganhando destaque na produção de leite e queijos, o que permite que queijos nacionais se tornem referência tanto no mercado interno quanto no externo, fortalecendo o setor lácteo do país.

 

Referências

ESTADO QUE VAI DISPUTAR COM MINAS LIDERANÇA NA PRODUÇÃO DE QUEIJO. Gazeta do Povo, 2025. Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/parana/estado-que-vai-disputar-com-minas-lideranca-producao-de-queijo/. Acesso em: 12 nov. 2025. 

MAPA DO LEITE. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), 2025. Disponível em: https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/producao-animal/mapa-do-leite. Acesso em: 12 nov. 2025. 

PARANÁ É O SEGUNDO MAIOR PRODUTOR DE LEITE DO BRASIL, CONFIRMA IBGE. Agricultura PR, 2025. Disponível em: https://www.agricultura.pr.gov.br/Noticia/Parana-e-o-segundo-maior-produtor-de-leite-do-Brasil-confirma-IBGE. Acesso em: 12 nov. 2025. 

QUEIJOS BRASILEIROS ESTÃO GANHANDO O MUNDO. Correio 24 Horas, 2025. Disponível em: https://www.correio24horas.com.br/entretenimento/queijos-brasileiros-estao-ganhando-o-mundo-1224. Acesso em: 12 nov. 2025. 

7 TIPOS DE QUEIJO MAIS CONSUMIDOS NO BRASIL. Indústria Rural, 2025. Disponível em: https://www.industriarural.com.br/laticinios/7-tipos-de-queijo-mais-consumidos-no-brasil. Acesso em: 12 nov. 2025. 

DVS® Sinergia – Cultivo especializado para alta performance em queijos de massa filada

O que é o DVS® Sinergia?

DVS® Sinergia é um cultivo desenvolvido pela Novonesis para melhorar a produção de queijos de massa filada. Ele utiliza cepas específicas de Streptococcus thermophilus capazes de produzir polissacarídeos capsulares (CPS), que aumentam a retenção de água no queijo sem causar amolecimento ou alterar sua estrutura.

Os polissacarídeos produzidos por essas cepas, como CPSexopolissacarídeos (EPS), são amplamente usados em produtos fermentados para melhorar a viscosidade e reduzir a sinérese. Nos queijos, eles contribuem para aprimorar a textura, aumentar a umidade e elevar o rendimento.

Sinergia foi formulado para atuar em conjunto com o coagulante CHY-MAX® Supreme. Essa combinação pode gerar ganhos de rendimento acima de 2% em comparação ao CHY-MAX® M e a cultivos STI. Enquanto o CHY-MAX® Supreme aumenta a firmeza da massa, o Sinergia acrescenta umidade de forma estruturada, resultando em menor proteólise e maior funcionalidade do produto final.

O cultivo apresenta uma curva de acidificação mais rápida que a de cultivos STI, devido às características das cepas e às doses superiores necessárias para maximizar a produção de CPS. Mesmo com essa velocidade de acidificação, ajustes no processo permitem obter um soro mais doce, agregando valor ao subproduto.

Por essa combinação de efeitos mais firmeza, maior umidade, melhor textura e rendimento superior, o Sinergia é especialmente indicado para indústrias de alta produtividade que buscam otimizar seus resultados sem comprometer a qualidade do queijo.

 

Qual seu processo nos queijos?

DVS® Sinergia é empregado na fabricação de queijos de massa filada, como muçarelaprovolone, atuando de forma complementar ao coagulante CHY-MAX® Supreme. Enquanto o coagulante contribui para maior firmeza da massa, o Sinergia, por meio dos CPS, promove a elevação da umidade sem comprometer a integridade estrutural da massa.

A ação do Sinergia ocorre graças aos polissacarídeos capsulares (CPS), compostos que se formam ao redor da parede celular de determinadas bactérias. Essas estruturas permitem alta retenção de água no queijo sem causar amolecimento. As cepas de Streptococcus thermophilus com essa capacidade são raras e foram selecionadas especialmente para o desenvolvimento do DVS® Sinergia.

O cultivo também promove uma acidificação mais rápida, característica das cepas presentes na formulação. Esse comportamento contribui para a obtenção de um soro mais doce, agregando valor ao subproduto e favorecendo o processo de fabricação de queijos de massa filada.

Para melhorar a padronização e garantir o ponto ideal da coalhada, pode-se utilizar o CoaguSens®, uma ferramenta que monitora a coagulação e a consistência da massa. Seu uso reduz variações entre lotes, impactando diretamente a textura final do queijo e a retenção de sólidos.

 

Em quais queijos pode ser usado?

DVS® Sinergia pode ser utilizado em diversos tipos de queijos de massa filada, como muçarela e provolone.

O processo de filagem desses queijos consiste em aquecer a massa em água quente (75°C–80°C) e esticá-la até que fique macia, elástica e totalmente maleável. Esse processo exige conhecimento e prática, pois a massa muda rapidamente. Quando atinge o ponto ideal, apresenta brilho, resistência e elasticidade.

Os queijos de massa filada passam pelo processo de filagem, que lhes garante maior elasticidade, maciez e capacidade de derreter em certas condições de aquecimento. Um exemplo é a muçarela, muito utilizada em pizzas e lanches devido à sua elasticidade e sabor levemente adocicado e lácteo.

Nem todos os queijos de massa filada têm sabor suave e textura macia; alguns podem ser mais duros e picantes, como o provolone, que apresenta sabor defumado e picante e textura mais firme.

Outro queijo produzido pelo processo de filagem é o caciocavallo, que apresenta sabor mais adocicado e textura equilibrada, nem tão macia quanto a muçarela, nem tão firme quanto o provolone.

Normalmente, os queijos de massa filada são consumidos frescos, mas têm grande versatilidade, sendo usados em pizzas, lanches, tábuas de frios, churrascos e outras preparações. Entre eles, a muçarela é um dos mais conhecidos e consumidos no Brasil.

 

Qual o benefício do Sinergia para os produtores?

DVS® Sinergia oferece diversos benefícios para o produtor. Com sua utilização em conjunto com o CHY-MAX® Supreme, é possível observar maior produtividade e rendimento, o que representa uma vantagem econômica significativa.

O cultivo também melhora a umidade do queijo, proporcionando textura e sabor mais agradáveis, que agradam ao consumidor. Além disso, o Sinergia contribui para a obtenção de um soro mais doce, melhorando a qualidade do subproduto e agregando valor ao produto final, o que aumenta o reconhecimento da marca e o potencial de mercado.

 

Referências

EDIÇÃO 148. Halabiotec. Disponível em: https://halabiotec.com.br/edicao-148/. Acesso em: 25 nov. 2025.

QUEIJOS DE PASTA-FILADA: a tradição que encanta o mundo. Queijos no Brasil. Disponível em: https://queijosnobrasil.com.br/site/queijos-de-pasta-filada-a-tradicao-que-encanta-o-mundo/. Acesso em: 25 nov. 2025.

SINERGIA. Novonesis. Disponível em: https://www.novonesis.com/en/biosolutions/food-and-beverages/dairy/cheese/more-inputs/yield-improvement/sinergia. Acesso em: 25 nov. 2025.

Impactos causados pelas mudanças climáticas no gado e na produção de leite

As mudanças climáticas já fazem parte da rotina e influenciam diretamente diversos setores produtivos. No Brasil, onde as variações de temperatura se intensificaram nos últimos anos, a pecuária leiteira se destaca entre as atividades mais afetadas. O setor, essencial para a economia nacional, é altamente vulnerável às oscilações ambientais, que impactam o bem-estar dos animais e a qualidade e quantidade do leite produzido.

Entre os desafios climáticos, o calor excessivo se destaca como um dos principais fatores de risco, podendo até causar mortalidade quando não há manejo adequado.

Diante desse cenário, torna-se fundamental adotar estratégias que reduzam os impactos do clima, garantindo a sustentabilidade da produção e protegendo a saúde do rebanho.

 

Impactos diretos no gado e na produção de leite

À medida que a produção de leite aumenta, a vulnerabilidade do rebanho também cresce, tornando os animais mais sensíveis às variações climáticas. O conforto térmico das vacas leiteiras situa-se entre –5 °C e 25 °C, devido ao alto metabolismo desses animais. Em temperaturas elevadas, o equilíbrio térmico torna-se mais difícil de manter, causando alterações comportamentais.

Animais expostos a calor excessivo tendem a se movimentar menos, permanecendo deitados por longos períodos para tentar regular a temperatura corporal pelo contato com o solo. Sinais desse desconforto incluem:

  • Diminuição do consumo de matéria seca;
  • Aumento do consumo de água;
  • Respiração ofegante, com maior transpiração e salivação;
  • Elevação da frequência respiratória e cardíaca.

Esses comportamentos são úteis para identificar quando o gado sofre com temperaturas adversas, principalmente em pastagens, onde os animais buscam áreas sombreadas, reduzindo o tempo de pastejo.

Vacas pastando em um campo verde

Além das alterações comportamentais, o calor excessivo impacta diretamente a produção de leite. Vacas que ingerem menos alimento e gastam mais energia para se resfriar apresentam queda significativa na produção, que pode variar entre 15% e 20%, segundo pesquisas da Fundação Roge. O tempo prolongado em posição deitada também prejudica a circulação sanguínea na glândula mamária, cerca de 500 litros de sangue são necessários para a produção de 1 litro de leite.

A exposição prolongada a altas temperaturas aumenta a probabilidade de problemas de saúde, podendo levar à morte. Entre os principais riscos estão doenças respiratórias, mastite, distúrbios imunológicos, acidose por dietas desbalanceadas e problemas de casco.

Vale destacar que as mudanças climáticas não apenas o calor extremo, mas também condições de frio, seca ou excesso de chuva podem provocar diversos problemas de saúde no gado leiteiro, afetando diretamente seu desempenho produtivo, a reprodução e o bem-estar animal.

 

Impactos indiretos

As mudanças climáticas também geram impactos indiretos no gado e na produção de leite, causando uma série de desafios que vão desde problemas reprodutivos até alterações na qualidade do leite.

Desafios na reprodução

Muitas fazendas leiteiras no Brasil enfrentam dificuldades para manter uma reprodução eficiente, e essas dificuldades se intensificam com mudanças climáticas repentinas. A reprodução bovina é altamente sensível às variações ambientais, exigindo cuidados constantes durante toda a gestação, tanto em períodos seco, quanto úmidos. Em episódios de calor extremo, os impactos são ainda maiores, pois o estresse térmico altera diretamente a eficiência reprodutiva, afetando tanto a vaca quanto o bezerro em desenvolvimento.

Vacas que passam por esse problema de saúde apresentam alterações hormonais significativas. Estudos mostram menor concentração plasmática de estradiol, hormônio essencial para a reprodução. A redução do estradiol interfere na síntese de Hormônio Liberador de Gonadotrofina (GnRH), comprometendo também a produção de Hormônio Luteinizante (LH) e Hormônio Folículo-Estimulante (FSH). Como consequência, observa-se menor duração do cio, baixa taxa de ovulação e redução da qualidade folicular.

Bezerros desenvolvidos no útero de vacas sob essa condição sofrem efeitos duradouros, que afetam tanto o desempenho produtivo quanto o reprodutivo ao longo da vida. Entre os principais efeitos observados estão:

  • redução do tempo de gestação (entre 4 e 5 dias);
  • menor peso ao nascer e na desmama;
  • alterações no metabolismo energético;
  • menor estatura e maior deposição de gordura corporal;
  • desvio de energia para tecidos periféricos, favorecendo acúmulo de gordura;
  • redução de proteínas plasmáticas e menor absorção de Imunoglobulina G (IgG);
  • diminuição da proliferação de linfócitos e monócitos, resultando em resposta imune deprimida;
  • novilhas provenientes de gestações sob o estresse térmico apresentam menor desempenho reprodutivo;
  • redução da produção de leite na primeira lactação, indicando possível programação metabólica para menor produtividade ao longo da vida.

Estudos recentes indicam que esses efeitos podem se estender às gerações seguintes, evidenciando um possível mecanismo de herança epigenética.

Além disso, vacas que enfrentam esse problema durante a gestação têm maior chance de desenvolver doenças puerperais no pós-parto, como retenção de placenta, metrite e cetose.

 

Desafios na Qualidade do leite

Em períodos de calor, a produção tende a diminuir, pois as vacas desviam sua energia para regular a temperatura corporal. Porém, não é apenas o volume que se altera: a composição do leite também muda. A redução da gordura ocorre devido a alterações nos triglicerídeos e lipídeos polares.

Em situações de estresse térmico, há também redução das proteínas do leite. Isso ocorre devido ao maior catabolismo muscular, aumentando o nitrogênio ureico e diminuindo a capacidade de síntese proteica na glândula mamária, resultando em menor teor de caseína. A queda dos sólidos do leite, somada à redução da produção, gera grandes perdas econômicas para as fazendas.

 

Efeitos dos diferentes tipos de clima no gado

No Brasil, são comuns mudanças climáticas bruscas, como variações de 14 °C para 29 °C em poucos dias. Essas alterações afetam o bem-estar dos animais, a produção e até a qualidade do leite. Cada tipo de clima traz desafios específicos:

  • Clima Quente: causa problemas imunológicos, perda de peso, redução da produção de leite, dificuldades reprodutivas e outros prejuízos.
  • Clima Frio: afeta principalmente raças europeias, causando hipotermia, perda de peso, baixa produção de leite e riscos para bezerros recém-nascidos.
  • Clima Chuvoso: aumento da umidade favorece doenças de casco, parasitas, estresse e distúrbios imunológicos.
  • Clima Seco: a escassez de água prejudica o gado a pasto, causando desidratação e outros problemas de saúde.

 

Desafios específicos no gado

Os principais desafios enfrentados pelo gado leiteiro incluem o estresse térmico no calor, problemas relacionados ao frio e diversas complicações decorrentes das mudanças de temperatura. A saúde, o bem-estar, a reprodução e a imunidade do rebanho são diretamente impactados.

Vacas prenhas expostas ao estresse por calor podem gerar bezerros com problemas de saúde, produção, imunidade e maior risco de mortalidade, esses efeitos podem se estender às gerações seguintes.

Além disso, o gado criado a pasto tende a sofrer ainda mais com essas variações climáticas, especialmente raças de origem europeia, que não são naturalmente adaptadas às condições climáticas brasileiras.

Gado bebendo água

 

Estratégias e soluções para lidar com os impactos

Existem diversas estratégias para reduzir os impactos das mudanças climáticas na produção de leite, algumas de maior custo e outras mais acessíveis:

  • Uso de instalações como free stall ou compost barn, equipadas com ventiladores, nebulização ou aspersão.
  • Para gado a pasto: escolha de raças adaptadas, estudo do clima da região e manejo diário eficiente.
  • Disponibilização de água limpa e fresca sempre, além de áreas sombreadas naturais ou artificiais.
  • Nutrição adequada, garantindo saúde, reprodução e longevidade produtiva

 

Conclusão

As mudanças climáticas causam diversos problemas para o gado leiteiro, especialmente para animais criados a pasto, mais expostos às variações ambientais. No entanto, com estratégias de manejo adequadas e cuidados eficientes, é possível reduzir esses impactos tanto para o produtor quanto para o bem-estar animal.

Embora não seja possível eliminar totalmente os efeitos das mudanças climáticas, é viável minimizá-los por meio de manejo adequado, instalações apropriadas e atenção à nutrição e ao conforto térmico. O estresse térmico não afeta apenas a vaca que o vivencia, mas também suas futuras gerações. Assim, compreender como o clima interfere na produção, saúde e reprodução do gado é essencial para implementar medidas que garantam a sustentabilidade da atividade leiteira.

 

Referências

EBERT, Leandro; NOGARA, Karise Fernanda; TERRA, Maria Luíza. Como o clima impacta os sistemas de produção de leite. MilkPoint, 17 set. 2024. Disponível em: https://www.milkpoint.com.br/colunas/interleite-sul/como-o-clima-impacta-os-sistemas-de-producao-de-leite-237461/. Acesso em: 12 nov. 2025. 

FREITAS, Evandro Christian Miranda de. Estresse térmico em bovinos: controle e resposta em produtividade. Fundação Roge, s.d. Disponível em: https://www.fundacaoroge.org.br/blog/estresse-termico-em-bovinos-controle-e-resposta-em-produtividade. Acesso em: 12 nov. 2025. 

GONSALES, Stephanie. Mudanças climáticas: efeitos e soluções para a produção de leite. MilkPoint, 19 fev. 2024. Disponível em: https://www.milkpoint.com.br/colunas/interleite-sul/mudancas-climaticas-efeitos-e-solucoes-para-a-producao-de-leite-236213/. Acesso em: 12 nov. 2025. 

MILKPOINT. Impacto das mudanças climáticas na produção leiteira. MilkPoint, 10 jun. 2024. Disponível em: https://www.milkpoint.com.br/colunas/lipaufv/impacto-das-mudancas-climaticas-na-producao-leiteira-237020/. Acesso em: 12 nov. 2025. 

MILKPOINT. O impacto do clima na produção de leite e como os produtores estão se adaptando. MilkPoint, 19 ago. 2025. Disponível em: https://www.milkpoint.com.br/artigos/producao-de-leite/o-impacto-do-clima-na-producao-de-leite-e-como-os-produtores-estao-se-adaptando-239128/. Acesso em: 12 nov. 2025. 

REHAGRO. Desafios climáticos na produção de leite. Rehagro, [s.d.]. Disponível em: https://rehagro.com.br/blog/desafios-climaticos-na-producao-de-leite/. Acesso em: 12 nov. 2025.  

Lácteos Híbridos

O que são lácteos híbridos?

Lácteos híbridos são produtos que combinam ingredientes de origem animal e vegetal, como leite e extratos de frutas, nozes ou amêndoas. Esses produtos reúnem características sensoriais dos lácteos tradicionais com atributos nutricionais provenientes dos ingredientes vegetais utilizados.

A categoria tem ganhado visibilidade entre consumidores interessados em opções que permitam reduzir o consumo exclusivo de produtos lácteos de origem animal. São alternativas consideradas por pessoas que buscam diferentes perfis nutricionais ou que procuram diversificar a alimentação.

 

Qual a diferença entre os Lácteos Tradicionais e os Lácteos Híbridos?

A principal diferença entre produtos tradicionais e híbridos está nos ingredientes utilizados.Produtos lácteos tradicionais utilizam exclusivamente matérias-primas de origem animal, tendo o leite como base. Já os lácteos híbridos combinam ingredientes animais e vegetais.

O processamento também apresenta processos distintos. Nos produtos tradicionais, são aplicadas etapas padronizadas, como pasteurização, homogeneização, fermentação e outros processos físicos, focados exclusivamente em uma única matéria-prima, o leite.

Nos produtos híbridos, o processamento tende a ser mais complexo, envolvendo mistura de ingredientes, verificação de compatibilidade entre componentes e, quando necessário, uso de tecnologias como fermentação de precisão ou agricultura celular. Essas etapas visam garantir estabilidade e segurança ao combinar matérias-primas de origens diferentes.

A composição nutricional varia conforme o tipo de ingrediente vegetal utilizado. Um estudo da Universidade de Massachusetts comparou produtos de base animal e vegetal: produtos à base de amêndoas apresentaram maior teor de fibras e quantidade de proteína semelhante aos tradicionais; produtos à base de coco apresentaram maior teor de cálcio, porém menor proteína e maior concentração de gordura saturada em comparação aos produtos de origem animal.

 

Produtos oferecidos através de lácteos híbridos

Os produtos híbridos têm se tornado mais presentes na indústria de lácteos. O principal segmento é o de bebidas híbridas, produzidas pela mistura de leite de vaca com bebidas vegetais, como leite de aveia ou de castanhas, buscando equilíbrio entre sabor e composição nutricional.

Outro produto encontrado no mercado são os iogurtes híbridos, obtidos a partir da fermentação de bases que combinam ingredientes vegetais e gorduras lácteas cultivadas, resultando em um perfil sensorial semelhante ao dos iogurtes tradicionais.

Também há pesquisas em desenvolvimento sobre queijos híbridos. Estudos da Universidade de Copenhague indicam que cerca de 25% das proteínas do leite podem ser substituídas por proteínas de ervilha, mantendo textura, forma e sabor próximos aos dos queijos tradicionais.

Embora nem sempre percebidos pelos consumidores, muitos produtos já apresentam alguma composição vegetal e fazem parte do dia a dia de diversas pessoas.

 

Benefícios para o Consumidor

Os lácteos híbridos apresentam perfis nutricionais que podem ser comparáveis aos produtos de origem animal, dependendo da formulação. Alguns contêm valores semelhantes aos tradicionais e outros apresentam características específicas, como maior teor de fibras ou menor teor de açúcar.

Grande parte dos iogurtes híbridos tem menor teor de açúcar em relação aos tradicionais. Formulações à base de amêndoas e aveia podem apresentar teores mais elevados de fibras e proteínas, o que pode ser relevante para consumidores interessados em ingestão proteica ou na regulação intestinal, considerando o papel importante das fibras e proteínas.

As bebidas híbridas à base de coco tendem a apresentar maior teor de cálcio, embora também apresentem maior concentração de gordura saturada em comparação às bebidas tradicionais.

De forma geral, são opções consideradas por pessoas que buscam diferentes perfis nutricionais ou alternativas com maior proporção de ingredientes vegetais, relacionadas a preferências pessoais ou atenção a aspectos ambientais.

 

Por que lácteos híbridos estão demonstrando uma taxa crescente de procura nos mercados?

O aumento da procura por lácteos híbridos está associado à semelhança sensorial com os produtos tradicionais, incluindo sabor, textura e aroma, características que facilitam a aceitação por parte do consumidor.

Questões relacionadas à sustentabilidade também influenciam esse crescimento. Como utilizam maior proporção de ingredientes vegetais, são percebidos por alguns consumidores como opções mais alinhadas a preocupações ambientais, considerando que a produção de rebanhos contribui para a emissão de gases de efeito estufa, incluindo CO₂.

Aspectos nutricionais também têm papel nessa tendência, já que os produtos híbridos podem apresentar perfis nutricionais equivalentes ou distintos dos lácteos tradicionais, sendo considerados por pessoas que desejam ajustar o consumo de produtos de origem animal ou que têm restrições, como intolerância à lactose. Dessa forma, tornam-se uma alternativa adicional para diferentes perfis de consumidores.

 

Referências

EDAIRY NEWS BRASIL. Iogurte híbrido combina leite e ingredientes de plantas. 14 out. 2025. Disponível em: https://br.edairynews.com/iogurte-hibrido-ingredientes-plantas/#:~:text=A%20empresa%20israelense%20Wilk%20revelou%20um%20novo,degusta%C3%A7%C3%A3o%2C%20o

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SANTIN, Juliana. Dá para inovar com produtos lácteos híbridos? MilkPoint – Colunas Inovações em Lácteos, 17 jul. 2024. Disponível em: https://www.milkpoint.com.br/colunas/inovacoes-em-lacteos/da-para-inovar-com-produtos-lacteos-hibridos-236956/. Acesso em: 12 nov. 2025. 

SUSTENTIX. Queijo produzido com 25% de proteína de ervilha é mais sustentável. 18 mar. 2025. Disponível em: https://sustentix.sapo.pt/queijo-produzido-com-25-de-proteina-de-ervilha-e-mais-sustentavel/#:~:text=%E2%80%9CQueijos%20h%C3%ADbridos%20como%20este%20s%C3%A3o%20um%20passo

,teor%20de%20leite%20e%20ainda%20criar%20um.Acesso em: 12 nov. 2025.