Queijo Passionata

Qual a origem do queijo Passionata? 

queijo Passionata tem sua origem no Paraná, mais especificamente em Toledo, cidade localizada na região Oeste do estado. Ele é produzido artesanalmente pela queijaria Flor da Terra, sendo um dos maiores destaques da indústria queijeira brasileira. 

O nome “Passionata” remete à paixão, inspirada pela flor do maracujá (Passiflora incarnata), que influencia diretamente a aparência única desse queijo. Com uma combinação de sabores brasileiros e características originais, o Passionata se destaca por ser uma verdadeira inovação no mundo dos queijos. 

queijo passionata

queijo Passionata ganhou destaque em concursos internacionais, sendo reconhecido pela sua qualidade. Ele foi nomeado o melhor queijo latino-americano, ajudando a reforçar a reputação do Brasil na produção de queijos artesanais de excelência. 

 

Como ocorre o seu processo de produção? 

O processo de produção do queijo Passionata envolve ingredientes de origem brasileira de altíssima qualidade, trazendo inovação à produção de queijos artesanais. A produção começa com leite de vaca, o queijo passa por um processo de maturação de 40 dias. 

Após a maturação, o queijo é infundido com a fruta maracujá, o que confere um equilíbrio único de sabor, com notas frutadas e levemente ácidas, sem que o sabor do queijo se perca. O maracujá adiciona frescor ao queijo, criando uma combinação perfeita entre as características tropicais da fruta e os sabores lácteos do queijo. 

O que realmente diferencia o Passionata dos demais queijos é a sua aparência única. Ele é adornado com flores de calêndula comestíveis e sementes de maracujá. A parte superior do queijo, com as sementes do maracujá, lembra a polpa da fruta, enquanto a base do queijo é decorada com flores de calêndula, os elementos são fixados com resina de caseína, a proteína do leite.

 

Diferencial e inovação do queijo Passionata em comparação a outros queijos  

O principal diferencial do queijo Passionata em comparação a outros queijos mais comuns é sua combinação ousada de maracujá, o queijo produzido com o leite de vaca e flores de calêndula. Essa mistura não só oferece um sabor exótico e inovador, mas também uma aparência totalmente diferente, com sementes de maracujá e flores comestíveis, criando uma experiência sensorial única. 

O Passionata é considerado uma verdadeira inovação na produção de queijos, sendo apontado por jurados como um dos queijos que marcará uma nova fase na indústria. Seu sabor, textura e aparência são uma verdadeira surpresa para quem o experimenta. 

 

Premiações e Reconhecimento do queijo Passionata 

queijo Passionata se destacou no World Cheese Awards 2024, onde foi classificado entre os dez melhores queijos do mundo. Esse é o concurso de queijos mais prestigiado do mundo e da indústria queijeira, realizado anualmente em diferentes paises, nessa edição ele ocorreu em Portugal. 

Além disso, o Passionata foi premiado como melhor queijo latino-americano na competição, destacando o Brasil no cenário mundial da indústria queijeira. 

queijo passionata

O queijo também recebeu a medalha Super Ouro, uma das distinções mais cobiçadas do evento, equivalente ao “Oscar dos queijos”. Esse prêmio reforça a qualidade e a inovação do Passionata, consolidando sua posição como um dos melhores queijos do mundo. 

 

Conclusão 

queijo Passionata é a prova de que a inovação e a tradição artesanal podem criar algo verdadeiramente único. Sua combinação ousada de maracujá e flores de calêndula oferece uma experiência sensorial marcante, destacando-se tanto no sabor quanto na aparência. As premiações internacionais e a medalha Super Ouro no World Cheese Awards confirmam seu lugar de destaque no cenário global, mostrando o Brasil como um país capaz de criar queijos de altíssima qualidade. Experimentar o Passionata é, sem dúvida, uma verdadeira viagem ao frescor do Brasil. 

 

Referências 

MILKPOINT. Dia mundial do queijo: quais os 5 produtos que mais se destacam na data? Milkpoint, 2025. Disponível em: https://www.milkpoint.com.br/noticias-e-mercado/giro-noticias/dia-mundial-do-queijo-quais-os-5-prod. Acesso em: 23 dez. 2025. 

FUSQUEIJÃO. Queijo Passionata. Fusqueijão, 2025. Disponível em: https://www.fusqueijao.com.br/produtos/queijo-passionata/?srsltid=AfmBOoraQwbw1Nv7HbV5eN1fsKo7UCzpz. Acesso em: 23 dez. 2025. 

G1. Queijo com maracujá? Conheça o Passionata, receita criada em laboratório, que ganhou prêmios internacionais.. G1, 2025. Disponível em: https://g1.globo.com/mg/sul-de-minas/entre-serras-e-queijos/noticia/2025/09/14/queijo-com-maracuja. Acesso em: 23 dez. 2025. 

ESTADÃO. Queijo brasileiro, passionata venceu concurso em Portugal vestindo roupa nova.. Estadão, 2025. Disponível em: https://www.estadao.com.br/paladar/so-queijo/queijo-maracujino-estreiou-em-portugal-de-roupa-nova. Acesso em: 23 dez. 2025. 

CIÊNCIA DO LEITE. Queijo brasileiro Passionata venceu concurso em Portugal no “Oscar dos Queijos”. Ciência do Leite, 2025. Disponível em: https://cienciadoleite.com.br/noticia/7025/queijo-brasileiro-passionata-venceu-concurso-em-portugal-no-oscar-dos-queijos#:~:text=Queijo%20brasileiro%2C%20Passionata%20venceu%20concurso%20em%20Portugal%20no%20Oscar%20dos%20Queijos,-Ele%20j%C3%A1%20tinha. Acesso em: 23 dez. 2025. 

Tartrazina (E102): O Corante Amarelo, Seus Riscos à Saúde e Alternativas Naturais

O que é a tartrazina? 

tartrazina, também conhecida como E102, é um corante artificial amplamente utilizado na indústria alimentícia e cosmética. Ela pertence ao grupo dos azo-corantes, que são compostos frequentemente derivados do petróleo. A tartrazina é caracterizada por sua cor amarelo-limão e é comumente encontrada em alimentos, bebidas e até em produtos de cuidados pessoais. 

tartrazina

Embora seja um corante popular, a tartrazina pode desencadear reações alérgicas em algumas pessoas, além de problemas respiratórios, como asmabronquite e urticária. Em muitos países, o uso desse corante é restrito ou proibido, mas a tartrazina ainda é permitida em diversos produtos, com regulamentações que exigem rotulagem clara para informar os consumidores sobre a sua presença. 

 

Quais os riscos causados à saúde? 

tartrazina está associada a vários riscos à saúde, principalmente em pessoas sensíveis. Além das reações alérgicas, estudos apontam que o corante pode afetar o comportamento infantil. Entre 2004 e 2007, uma pesquisa da Universidade de Southampton, no Reino Unido, sugeriu que a tartrazina poderia estar ligada à hiperatividade em crianças que consomem produtos contendo corantes artificiais, como sucos de frutas coloridos. 

Outro risco associado à tartrazina inclui dores de cabeçacoceiras e, em alguns casos, efeitos psicológicos, como ansiedade. Devido a esses riscos, é essencial que os produtos que contenham tartrazina sejam devidamente rotulados, com informações claras, como “corante”, “tartrazina” ou “E102”. 

 

O que a Legislação diz sobre a tartrazina? 

ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) exige que a presença da tartrazina seja explicitamente informada nos rótulos de produtos alimentícios e medicamentos no Brasil. A IN nº 211, de 2023, permite seu uso em 34 categorias de alimentos, devido à sua segurança comprovada em determinadas quantidades. No entanto, a RDC nº 727, de 2022 obriga que a informação seja destacada de maneira clara nos rótulos, visando a proteção dos consumidores. 

Embora o uso da tartrazina seja permitido em muitos países, o controle e a regulamentação são mais rígidos em alguns devido aos seus potenciais riscos à saúde. 

 

Em quais produtos podemos encontrar a tartrazina? 

Existem diversos produtos no mercado que contêm esse corante, como já citado anteriormente. Segundo a legislação, é exigido que os produtos que o contenham deixem explícita na embalagem a presença da tartrazina>. 

Alguns dos alimentos que contêm tartrazina são: caldos em pó ou cubos, cereais, massas, sorvetes, iogurtes, refrigerantes, salgadinhos, bebidas alcoólicas, sucos, picolés, doces como balas e chicletes, entre outros. Normalmente, esses produtos apresentam uma cor amarelo-limão, podendo até ter um tom alaranjado devido à adição de outras substâncias. 

É importante ressaltar que a tartrazina também pode ser encontrada em medicamentos e até mesmo em alguns cosméticos. Nesses produtos, a cor pode variar entre o amarelo-limão e o alaranjado, dependendo da combinação com outros corantes ou substâncias. 

 

Como a tartrazina pode ser substituída pelos produtos da LcBolonha  

tartrazina

Com a crescente demanda por produtos mais saudáveis, a LcBolonha oferece alternativas mais seguras e naturais para substituir a tartrazina. A LcBolonha disponibiliza corantes naturais, derivados de extratos de frutasvegetaisraízes e sementes, que são utilizados em uma variedade de setores, como bebidaspanificaçãolaticínios e outros alimentos. 

Os corantes naturais são uma excelente opção, pois não apresentam os mesmos riscos à saúde que os corantes artificiais, como a tartrazina. Um dos principais corantes naturais fornecidos pela LcBolonha é o corante de urucum, que é amplamente utilizado em alimentos como salsichasqueijosiogurtessnacks e massas. Esse corante é reconhecido por melhorar a aparência e a qualidade dos produtos finais, além de garantir mais segurança para os consumidores. 

 

Como os corantes naturais da LcBolonha favorecem o consumidor e o produtor? 

Os corantes naturais oferecem diversas vantagens, tanto para os consumidores quanto para os produtores. Para os consumidores, a principal vantagem é a garantia de segurança alimentar e a redução da exposição a substâncias artificiais, como a tartrazina. Além disso, há uma crescente preferência por alimentos naturais e menos processados, o que torna os corantes naturais uma escolha atraente. 

Para os produtores, a utilização de corantes naturais não só melhora a qualidade do produto final, mas também atende à demanda crescente por produtos mais saudáveis e sustentáveis. Os corantes naturais ajudam a melhorar o reconhecimento das marcas e a fortalecer a credibilidade no mercado. 

 

Referências 

QUALINUT. Rotulagem de alimentos: atualização sobre a declaração do corante amarelo tartrazina. Disponível em: https://b”log.qualinut.com.br/rotulagem/%E2%9A%A0%EF%B8%8F-rotulagem-de-alimentos-atualizacao-sobre-a-declaracao-do-corante-amarelo-tartrazina-%E2%9A%A0%EF%B8%8F/. Acesso em: 29 dez. 2025. 

FOOD CONNECTION. Conheça as melhores alternativas à tartrazina: prepare-se para a nova legislação com o melhor da natureza. Disponível em: https://www.foodconnection.com.br/artigos/conheca-melhores-alternativas-a-tartrazina-prepare-se-para-nova-legislacao-com-o-melhor/. Acesso em: 29 dez. 2025. 

ROTULAGEM. Corante amarelo tartrazina na rotulagem de alimentos. Disponível em: https://rotulagem.com.br/amarelo-tartrazina. Acesso em: 29 dez. 2025. 

DELI, Autor. Foods Containing Yellow Dye #5 (Tartrazine). Disponível em: https://delishably.com/food-industry/Foods-Containing-Yellow-Dye-5-Tartrazine. Acesso em: 05 jan. 2026. 

Características do leite de diferentes espécies e sua influência na produção de queijos

O leite é uma das principais matérias-primas da indústria de alimentos, especialmente na produção de queijos. As características do leite variam conforme a espécie de origem, influenciando diretamente o sabor, a textura, o aroma e o rendimento queijeiro. Entre os principais tipos utilizados estão o leite de vaca, leite de cabra, leite de ovelha e leite de búfala. 

 

Leite de Vaca 

leite de vaca é o mais consumido no mundo e possui grande relevância no Brasil, onde a pecuária leiteira sustenta uma expressiva produção de leite. Trata-se de um alimento rico em vitaminas e nutrientes, amplamente utilizado na fabricação de derivados como queijos, iogurtes, manteiga e requeijão. 

As características do leite bovino podem variar conforme a espécie e o manejo, resultando em produtos com sabores, texturas e aromas distintos.O soro do leite de vaca também apresenta benefícios ao organismo, conservando parte dos nutrientes e sendo utilizado na elaboração de diversos produtos alimentícios.
 

vaca

Apesar de seus benefícios, o consumo do leite bovino não é indicado para todos. Pessoas com intolerância à lactose devem consumi-lo em menor quantidade, enquanto indivíduos com alergia ao leite de vaca não devem consumi-lo. 

 

Queijos produzidos com o Leite de Vaca 

Como já mencionado, o leite bovino é responsável por dar origem a diversos produtos, como o queijo, a manteiga, o requeijão etc. O Brasil é um dos maiores produtores de queijo do mundo, e seus queijos se destacam tanto no mercado nacional quanto internacional. 

De origem italiana, o queijo provolone é um queijo de massa filada, com textura semidura ou dura. Seu sabor e aroma variam de suaves a picantes, sendo frequentemente encontrado na versão defumada. É muito utilizado em aperitivos, sanduíches e pizzas. 

LCBolonha oferece fermentos lácteos para a produção do provolone, como o FERM DVS TCC 20 / 708651 e o FERM LACTEO F-DVS ES FLORA C-950, que influenciam diretamente a qualidade e o rendimento do queijo. 

queijo parmesão, também originário da Itália, apresenta textura dura e granular. É amplamente utilizado em massas, sopas, risotos e saladas. Seu período de maturação varia de 12 a 36 meses, influenciando sabor, aroma e textura. Mesmo a casca pode ser aproveitada em preparações culinárias. 

Para sua produção, a  LCBolonha  disponibiliza fermentos como FERM DVS TCC 20, FERM F-DVS BS-10, FERM F-DVS LH-32, FERM F-DVS PS-40 e FERM DVS GRANA 106, essenciais para garantir qualidade e desempenho produtivo. 

 

Leite de Cabra 

leite de cabra possui alto valor nutricional e características próprias que o diferenciam do leite de vaca. Apresenta menor teor de lactose e maior teor de gordura, o que contribui para sua digestibilidade. Por esse motivo, pode ser mais bem tolerado por pessoas com intolerância leve à lactose, desde que consumido em pequenas quantidades. 

Além do uso alimentar, o leite caprino contém ácido lático, que auxilia na renovação das células da pele, contribuindo para hidratação e sedosidade. Ele também é utilizado na fabricação de queijos, iogurtes, bebidas lácteas, doces e sorvetes. 

mini cabra

 

Queijos produzidos com o Leite de Cabra 

Os queijos de leite de cabra apresentam sabores que variam de suaves a intensos, podendo ter leve acidez. A textura pode ser cremosa, macia, semidura ou dura, com coloração esbranquiçada ou levemente amarelada. 

queijo feta pode ser produzido com leite de ovelha ou com mistura de leite de cabra e ovelha. De origem grega, possui sabor salgado e levemente ácido, textura macia e esfarelenta e coloração branca uniforme. É amplamente utilizado em pratos sofisticados e muito consumido na Europa e na Ásia. 

Para sua produção, a  LCBolonha  oferece o fermento FERM DVS CHN 22, que contribui para o rendimento e preserva as características tradicionais do queijo. 

 

Leite de Ovelha

leite de ovelha destaca-se pela elevada concentração de cálcio, proteínas e caseínas, além de maior teor de gordura e vitaminas lipossolúveis. Essas características favorecem a produção de queijos com alto valor agregado. 

Sua digestão é facilitada pela presença de ácidos graxos que formam glóbulos de gordura menores. O leite ovino também apresenta menor concentração de αs1-caseína, proteína associada a reações alérgicas, e não possui a variação da β-caseína A1. 

ovelha

 

Queijos produzidos com o Leite de Ovelha 

O leite de ovelha é utilizado na produção de queijos, iogurtes, sorvetes e doce de leite. Embora seu consumo no Brasil ainda seja limitado, apresenta características sensoriais diferenciadas. 

queijo pecorino refere-se a uma categoria de queijos elaborados com leite de ovelha, como Pecorino Romano, Toscano, Siciliano e Sardo. O tempo de maturação pode variar de poucos dias a vários meses, influenciando diretamente a textura, que se torna mais dura e quebradiça com o envelhecimento. 

Para sua produção, a LCBolonha disponibiliza o fermento FERM DVS STI-12, essencial para a qualidade e o rendimento do queijo. 

 

Leite de Búfala

leite de búfala é rico em componentes bioativos, vitaminas e sólidos totais, o que proporciona maior rendimento na produção de derivados. Sua concentração de sólidos pode ser de 50% a 60% superior à do leite de vaca. 

Na produção de queijo frescal, são necessários cerca de 6 a 7 litros de leite bovino, enquanto apenas 3 litros de leite de búfala são suficientes. Além disso, o leite bubalino possui menor concentração de αs1-caseína, reduzindo o potencial alergênico. 

 

ovelha

Queijos produzidos com o Leite de Búfala 

leite bubalino é extremamente rico em nutrientes e vitaminas, até mesmo mais do que o leite bovino. Como já mencionado, ele dá origem a diversos derivados, desde manteiga até queijos. 

burrata é um queijo de origem italiana, com casca firme e interior cremoso. Ao ser cortada, revela textura macia e cremosa. Pode ser produzida com leite de búfala ou de vaca e apresenta sabor lácteo, suave e levemente amanteigado, sendo muito apreciada em pratos sofisticados. 

 

Referências

CESTANOBRE. Quanto de proteína tem o leite? Veja valores por tipo. Loja Cesta no Bre, 25 abr. 2024. Disponível em: https://loja.cestanobre.com.br/blog/quanto-de-proteina-tem-o-leite?srsltid=AfmBOoout73qEvdjDS1eOXF0Y2LKhUzEPVNCJuBWlAyFZAy4CcHPcEWx. Acesso em: 09 dez. 2025. loja.cestanobre.com.br 

GLOBO RURAL. 20 tipos diferentes de queijo e saiba como os queijos são feitos. Globo Rural, 20 jan. 2024. Disponível em: https://globorural.globo.com/pecuaria/leite/noticia/2024/01/20-tipos-diferentes-de-queijo-e-saiba-como-os-queijos-sao-feitos.ghtml. Acesso em: 09 dez. 2025. 

TUA SAÚDE. Leite de cabra para o bebê. Tua Saúde. Disponível em: https://www.tuasaude.com/leite-de-cabra-para-o-bebe/. Acesso em: 09 dez. 2025. Tua Saúde 

MILKPOINT. Leite de cabra: produção, características e potencialidades. MilkPoint. Disponível em: https://www.milkpoint.com.br/colunas/lipaufv/leite-de-cabra-producao-caracteristicas-e-potencialidades-224913/. Acesso em: 09 dez. 2025. MilkPoint 

PREMIX. Leite de cabra, saiba mais sobre este alimento. Blog Premix, 8 fev. 2023. Disponível em: https://premix.com.br/blog/leite-de-cabra-saiba-mais-sobre-este-alimento/. Acesso em: 09 dez. 2025. 

CPT. Quais são os queijos de cabra mais populares? Cursos CPT, n.d. Disponível em:https://www.cpt.com.br/artigos/quais-sao-os-queijos-de-cabra-mais-populares. Acesso em: 15 dez. 2025. CPT 

MILKPOINT. Benefícios, nutrientes e importância do consumo do leite de ovelha. MilkPoint, 07 fev. 2025. Disponível em: https://www.milkpoint.com.br/colunas/ilctepamig/beneficios-nutrientes-e-importancia-do-consumo-do-leite-de-ovelha-238041/. Acesso em: 15 dez. 2025. MilkPoint 

SÍTIO PEMA. Queijo de ovelha: tipos e benefícios. Sítio Pema, n.d. Disponível em: https://www.sitiopema.com.br/queijo-ovelha-tipos-beneficios/. Acesso em: 16 dez. 2025. 

ALIMENTOS SEM MITOS. Leite de búfala tem mais gordura, cálcio, vitamina A e proteínas do que o leite de vaca. Alimentos Sem Mitos, n.d. Disponível em: https://alimentossemmitos.com.br/leite-de-bufala-tem-mais-gordura-calcio-vitamina-a-e-proteinas-do-que-o-leite-de-vaca. Acesso em: 17 dez. 2025. 

Os 7 queijos mais consumidos no Brasil: Tipos e Características

Descubra os 7 queijos mais consumidos no Brasil, suas características, sabores e usos. Saiba quais são os preferidos pelos brasileiros e destaque da produção nacional.

O Brasil é um dos maiores produtores de leite e queijo do mundo, ocupando atualmente a terceira posição no ranking global de produção. Entre os estados brasileiros, destacam-se Minas Geraise o Paraná, sendo este último responsável por um crescimento significativo no setor de lácteos e por se consolidar como o segundo maior produtor de leite do país. Segundo o IBGE, o Paraná é o segundo maior produtor de leite do país, enquanto Minas Gerais lidera a produção nacional, responsável por uma grande diversidade de queijos artesanais e industriais.

Apesar do destaque do Brasil na produção de leite e queijo, até pouco tempo havia a percepção de que apenas os queijos de qualidade superior eram produzidos no exterior. Nos últimos anos, entretanto, esse cenário vem mudando através do trabalho de produtores que investiram na fabricação de queijos artesanais brasileiros, o que tem contribuído para o aumento da popularidade e do reconhecimento dos queijos brasileiros, tanto no mercado interno quanto no externo. Os queijos brasileiros vêm ganhando destaque no mercado internacional, com algumas variedades artesanais recebendo premiações e reconhecimento em feiras de alimentos e concursos internacionais.

Diante desse contexto de crescente valorização da produção de queijos no Brasil, torna-se relevante compreender quais são os queijos mais consumidos no paíse suas principais características, a fim de identificar as preferências dos consumidores brasileiros em relação a aromas, texturas e sabores.

 

Queijo Muçarela

Queijo Muçarela

A muçarela, ou mussarela, é um dos queijos mais consumidos no Brasil, sendo muito presente no dia a dia dos brasileiros e utilizada em diversas receitas, desde aperitivos e lanches até pratos gourmet. A muçarela, por exemplo, representa mais da metade do consumo total de queijos no país, refletindo a preferência do brasileiro por queijos versáteis e de sabor suave.

Originária da Itália, apresenta sabor levemente ácido, aroma lácteo e textura macia. Por ser um queijo de massa filada, possui textura firme, uniforme e coloração amarelada. Quando submetido ao calor, torna-se elástico e agradável ao paladar, características que o tornam ideal para sanduíches, pizzas e outros tipos de lanche.

 

Queijo Prato

Queijo Prato

O queijo Prato é de origem brasileira, embora sua introdução tenha ocorrido com a chegada de imigrantes dinamarqueses ao país. É muito popular entre os consumidores e frequentemente utilizado em sanduíches e outros lanches.

Suas principais características incluem cor clara e textura macia, com sabor suave e levemente adocicado. Por ser uma massa semicozida e lavada, isso contribui diretamente para sua maciez e consistência agradável.

 

Queijo Provolone

Queijo provolone

O queijo provolone é um queijo de origem italiana, submetido a um processo de defumação antes da maturação. Pode ser encontrado nos tipos tradicional, picante e defumado.

Trata-se de um queijo de massa filada, com textura semidura e sabor mais intenso e marcante. Seu sabor se intensifica com o tempo de cura. É muito consumido em tábuas de frios, acompanhado de outros alimentos ou até mesmo puro.

 

Queijo Coalho

Queijo coalho

O queijo coalho possui textura firme e coloração branca ou levemente amarelada. É muito utilizado em churrascos como aperitivo ou acompanhamento, mas também é consumido fresco. Por ser mais firme, é adequado para fritar ou grelhar, sendo comumente usado em pratos como o baião de dois. O queijo coalho, além de popular nos churrascos, é um símbolo da culinária do Nordeste, sendo amplamente consumido em festas típicas e receitas regionais.

 

Queijo Cottage

Queijo cottage

De origem britânica, o queijo cottage é fresco, de sabor suave, levemente ácido e salgado. Apresenta cor branca e textura granulada, formada por grãos cobertos por creme de leite.

É muito recomendado para pessoas que seguem dietas restritivas, pois apresenta baixo teor calórico e, por conter caseína, proporciona maior sensação de saciedade.

 

Queijo Minas Padrão

Queijo minas padrão

O queijo Minas Padrão é de origem brasileira, com produção iniciada em Minas Gerais no século XX. Passa por processo de maturação em salas especiais, permitindo que as enzimas quebrem as proteínas e gorduras em pequenas moléculas.

Apresenta aroma levemente ácido e suave, textura macia, porém firme, com algumas olhaduras irregulares. É utilizado em diversas receitas, principalmente no pão de queijo, e também pode ser consumido puro.

 

Queijo Minas Frescal

Queijo minas frescal

Também de origem brasileira e produzido em Minas Gerais, o queijo Minas Frescal possui textura macia, massa mole e alta umidade, com sabor extremamente suave. Pode ser feito com leite cru ou pasteurizado, possui aparência branca, levemente porosa e úmida, e não passa por processo de maturação.

É comumente utilizado em lanches, pães, sanduíches e combina muito bem com doces. Por ser um queijo de consumo imediato, também é indicado para dietas, devido ao seu bom teor de proteína e cálcio.

 

Conclusão

Observa-se que as preferências dos brasileiros em relação aos queijos se concentram em sabores suaves e levemente ácidos. A muçarela é o queijo mais consumido, evidenciando o gosto por produtos versáteis e agradáveis ao paladar.

Além disso, o Brasil vem ganhando destaque na produção de leite e queijos, o que permite que queijos nacionais se tornem referência tanto no mercado interno quanto no externo, fortalecendo o setor lácteo do país.

 

Referências

ESTADO QUE VAI DISPUTAR COM MINAS LIDERANÇA NA PRODUÇÃO DE QUEIJO. Gazeta do Povo, 2025. Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/parana/estado-que-vai-disputar-com-minas-lideranca-producao-de-queijo/. Acesso em: 12 nov. 2025. 

MAPA DO LEITE. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), 2025. Disponível em: https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/producao-animal/mapa-do-leite. Acesso em: 12 nov. 2025. 

PARANÁ É O SEGUNDO MAIOR PRODUTOR DE LEITE DO BRASIL, CONFIRMA IBGE. Agricultura PR, 2025. Disponível em: https://www.agricultura.pr.gov.br/Noticia/Parana-e-o-segundo-maior-produtor-de-leite-do-Brasil-confirma-IBGE. Acesso em: 12 nov. 2025. 

QUEIJOS BRASILEIROS ESTÃO GANHANDO O MUNDO. Correio 24 Horas, 2025. Disponível em: https://www.correio24horas.com.br/entretenimento/queijos-brasileiros-estao-ganhando-o-mundo-1224. Acesso em: 12 nov. 2025. 

7 TIPOS DE QUEIJO MAIS CONSUMIDOS NO BRASIL. Indústria Rural, 2025. Disponível em: https://www.industriarural.com.br/laticinios/7-tipos-de-queijo-mais-consumidos-no-brasil. Acesso em: 12 nov. 2025. 

DVS® Sinergia – Cultivo especializado para alta performance em queijos de massa filada

O que é o DVS® Sinergia?

DVS® Sinergia é um cultivo desenvolvido pela Novonesis para melhorar a produção de queijos de massa filada. Ele utiliza cepas específicas de Streptococcus thermophilus capazes de produzir polissacarídeos capsulares (CPS), que aumentam a retenção de água no queijo sem causar amolecimento ou alterar sua estrutura.

Os polissacarídeos produzidos por essas cepas, como CPSexopolissacarídeos (EPS), são amplamente usados em produtos fermentados para melhorar a viscosidade e reduzir a sinérese. Nos queijos, eles contribuem para aprimorar a textura, aumentar a umidade e elevar o rendimento.

Sinergia foi formulado para atuar em conjunto com o coagulante CHY-MAX® Supreme. Essa combinação pode gerar ganhos de rendimento acima de 2% em comparação ao CHY-MAX® M e a cultivos STI. Enquanto o CHY-MAX® Supreme aumenta a firmeza da massa, o Sinergia acrescenta umidade de forma estruturada, resultando em menor proteólise e maior funcionalidade do produto final.

O cultivo apresenta uma curva de acidificação mais rápida que a de cultivos STI, devido às características das cepas e às doses superiores necessárias para maximizar a produção de CPS. Mesmo com essa velocidade de acidificação, ajustes no processo permitem obter um soro mais doce, agregando valor ao subproduto.

Por essa combinação de efeitos mais firmeza, maior umidade, melhor textura e rendimento superior, o Sinergia é especialmente indicado para indústrias de alta produtividade que buscam otimizar seus resultados sem comprometer a qualidade do queijo.

 

Qual seu processo nos queijos?

DVS® Sinergia é empregado na fabricação de queijos de massa filada, como muçarelaprovolone, atuando de forma complementar ao coagulante CHY-MAX® Supreme. Enquanto o coagulante contribui para maior firmeza da massa, o Sinergia, por meio dos CPS, promove a elevação da umidade sem comprometer a integridade estrutural da massa.

A ação do Sinergia ocorre graças aos polissacarídeos capsulares (CPS), compostos que se formam ao redor da parede celular de determinadas bactérias. Essas estruturas permitem alta retenção de água no queijo sem causar amolecimento. As cepas de Streptococcus thermophilus com essa capacidade são raras e foram selecionadas especialmente para o desenvolvimento do DVS® Sinergia.

O cultivo também promove uma acidificação mais rápida, característica das cepas presentes na formulação. Esse comportamento contribui para a obtenção de um soro mais doce, agregando valor ao subproduto e favorecendo o processo de fabricação de queijos de massa filada.

Para melhorar a padronização e garantir o ponto ideal da coalhada, pode-se utilizar o CoaguSens®, uma ferramenta que monitora a coagulação e a consistência da massa. Seu uso reduz variações entre lotes, impactando diretamente a textura final do queijo e a retenção de sólidos.

 

Em quais queijos pode ser usado?

DVS® Sinergia pode ser utilizado em diversos tipos de queijos de massa filada, como muçarela e provolone.

O processo de filagem desses queijos consiste em aquecer a massa em água quente (75°C–80°C) e esticá-la até que fique macia, elástica e totalmente maleável. Esse processo exige conhecimento e prática, pois a massa muda rapidamente. Quando atinge o ponto ideal, apresenta brilho, resistência e elasticidade.

Os queijos de massa filada passam pelo processo de filagem, que lhes garante maior elasticidade, maciez e capacidade de derreter em certas condições de aquecimento. Um exemplo é a muçarela, muito utilizada em pizzas e lanches devido à sua elasticidade e sabor levemente adocicado e lácteo.

Nem todos os queijos de massa filada têm sabor suave e textura macia; alguns podem ser mais duros e picantes, como o provolone, que apresenta sabor defumado e picante e textura mais firme.

Outro queijo produzido pelo processo de filagem é o caciocavallo, que apresenta sabor mais adocicado e textura equilibrada, nem tão macia quanto a muçarela, nem tão firme quanto o provolone.

Normalmente, os queijos de massa filada são consumidos frescos, mas têm grande versatilidade, sendo usados em pizzas, lanches, tábuas de frios, churrascos e outras preparações. Entre eles, a muçarela é um dos mais conhecidos e consumidos no Brasil.

 

Qual o benefício do Sinergia para os produtores?

DVS® Sinergia oferece diversos benefícios para o produtor. Com sua utilização em conjunto com o CHY-MAX® Supreme, é possível observar maior produtividade e rendimento, o que representa uma vantagem econômica significativa.

O cultivo também melhora a umidade do queijo, proporcionando textura e sabor mais agradáveis, que agradam ao consumidor. Além disso, o Sinergia contribui para a obtenção de um soro mais doce, melhorando a qualidade do subproduto e agregando valor ao produto final, o que aumenta o reconhecimento da marca e o potencial de mercado.

 

Referências

EDIÇÃO 148. Halabiotec. Disponível em: https://halabiotec.com.br/edicao-148/. Acesso em: 25 nov. 2025.

QUEIJOS DE PASTA-FILADA: a tradição que encanta o mundo. Queijos no Brasil. Disponível em: https://queijosnobrasil.com.br/site/queijos-de-pasta-filada-a-tradicao-que-encanta-o-mundo/. Acesso em: 25 nov. 2025.

SINERGIA. Novonesis. Disponível em: https://www.novonesis.com/en/biosolutions/food-and-beverages/dairy/cheese/more-inputs/yield-improvement/sinergia. Acesso em: 25 nov. 2025.

Impactos causados pelas mudanças climáticas no gado e na produção de leite

As mudanças climáticas já fazem parte da rotina e influenciam diretamente diversos setores produtivos. No Brasil, onde as variações de temperatura se intensificaram nos últimos anos, a pecuária leiteira se destaca entre as atividades mais afetadas. O setor, essencial para a economia nacional, é altamente vulnerável às oscilações ambientais, que impactam o bem-estar dos animais e a qualidade e quantidade do leite produzido.

Entre os desafios climáticos, o calor excessivo se destaca como um dos principais fatores de risco, podendo até causar mortalidade quando não há manejo adequado.

Diante desse cenário, torna-se fundamental adotar estratégias que reduzam os impactos do clima, garantindo a sustentabilidade da produção e protegendo a saúde do rebanho.

 

Impactos diretos no gado e na produção de leite

À medida que a produção de leite aumenta, a vulnerabilidade do rebanho também cresce, tornando os animais mais sensíveis às variações climáticas. O conforto térmico das vacas leiteiras situa-se entre –5 °C e 25 °C, devido ao alto metabolismo desses animais. Em temperaturas elevadas, o equilíbrio térmico torna-se mais difícil de manter, causando alterações comportamentais.

Animais expostos a calor excessivo tendem a se movimentar menos, permanecendo deitados por longos períodos para tentar regular a temperatura corporal pelo contato com o solo. Sinais desse desconforto incluem:

  • Diminuição do consumo de matéria seca;
  • Aumento do consumo de água;
  • Respiração ofegante, com maior transpiração e salivação;
  • Elevação da frequência respiratória e cardíaca.

Esses comportamentos são úteis para identificar quando o gado sofre com temperaturas adversas, principalmente em pastagens, onde os animais buscam áreas sombreadas, reduzindo o tempo de pastejo.

Vacas pastando em um campo verde

Além das alterações comportamentais, o calor excessivo impacta diretamente a produção de leite. Vacas que ingerem menos alimento e gastam mais energia para se resfriar apresentam queda significativa na produção, que pode variar entre 15% e 20%, segundo pesquisas da Fundação Roge. O tempo prolongado em posição deitada também prejudica a circulação sanguínea na glândula mamária, cerca de 500 litros de sangue são necessários para a produção de 1 litro de leite.

A exposição prolongada a altas temperaturas aumenta a probabilidade de problemas de saúde, podendo levar à morte. Entre os principais riscos estão doenças respiratórias, mastite, distúrbios imunológicos, acidose por dietas desbalanceadas e problemas de casco.

Vale destacar que as mudanças climáticas não apenas o calor extremo, mas também condições de frio, seca ou excesso de chuva podem provocar diversos problemas de saúde no gado leiteiro, afetando diretamente seu desempenho produtivo, a reprodução e o bem-estar animal.

 

Impactos indiretos

As mudanças climáticas também geram impactos indiretos no gado e na produção de leite, causando uma série de desafios que vão desde problemas reprodutivos até alterações na qualidade do leite.

Desafios na reprodução

Muitas fazendas leiteiras no Brasil enfrentam dificuldades para manter uma reprodução eficiente, e essas dificuldades se intensificam com mudanças climáticas repentinas. A reprodução bovina é altamente sensível às variações ambientais, exigindo cuidados constantes durante toda a gestação, tanto em períodos seco, quanto úmidos. Em episódios de calor extremo, os impactos são ainda maiores, pois o estresse térmico altera diretamente a eficiência reprodutiva, afetando tanto a vaca quanto o bezerro em desenvolvimento.

Vacas que passam por esse problema de saúde apresentam alterações hormonais significativas. Estudos mostram menor concentração plasmática de estradiol, hormônio essencial para a reprodução. A redução do estradiol interfere na síntese de Hormônio Liberador de Gonadotrofina (GnRH), comprometendo também a produção de Hormônio Luteinizante (LH) e Hormônio Folículo-Estimulante (FSH). Como consequência, observa-se menor duração do cio, baixa taxa de ovulação e redução da qualidade folicular.

Bezerros desenvolvidos no útero de vacas sob essa condição sofrem efeitos duradouros, que afetam tanto o desempenho produtivo quanto o reprodutivo ao longo da vida. Entre os principais efeitos observados estão:

  • redução do tempo de gestação (entre 4 e 5 dias);
  • menor peso ao nascer e na desmama;
  • alterações no metabolismo energético;
  • menor estatura e maior deposição de gordura corporal;
  • desvio de energia para tecidos periféricos, favorecendo acúmulo de gordura;
  • redução de proteínas plasmáticas e menor absorção de Imunoglobulina G (IgG);
  • diminuição da proliferação de linfócitos e monócitos, resultando em resposta imune deprimida;
  • novilhas provenientes de gestações sob o estresse térmico apresentam menor desempenho reprodutivo;
  • redução da produção de leite na primeira lactação, indicando possível programação metabólica para menor produtividade ao longo da vida.

Estudos recentes indicam que esses efeitos podem se estender às gerações seguintes, evidenciando um possível mecanismo de herança epigenética.

Além disso, vacas que enfrentam esse problema durante a gestação têm maior chance de desenvolver doenças puerperais no pós-parto, como retenção de placenta, metrite e cetose.

 

Desafios na Qualidade do leite

Em períodos de calor, a produção tende a diminuir, pois as vacas desviam sua energia para regular a temperatura corporal. Porém, não é apenas o volume que se altera: a composição do leite também muda. A redução da gordura ocorre devido a alterações nos triglicerídeos e lipídeos polares.

Em situações de estresse térmico, há também redução das proteínas do leite. Isso ocorre devido ao maior catabolismo muscular, aumentando o nitrogênio ureico e diminuindo a capacidade de síntese proteica na glândula mamária, resultando em menor teor de caseína. A queda dos sólidos do leite, somada à redução da produção, gera grandes perdas econômicas para as fazendas.

 

Efeitos dos diferentes tipos de clima no gado

No Brasil, são comuns mudanças climáticas bruscas, como variações de 14 °C para 29 °C em poucos dias. Essas alterações afetam o bem-estar dos animais, a produção e até a qualidade do leite. Cada tipo de clima traz desafios específicos:

  • Clima Quente: causa problemas imunológicos, perda de peso, redução da produção de leite, dificuldades reprodutivas e outros prejuízos.
  • Clima Frio: afeta principalmente raças europeias, causando hipotermia, perda de peso, baixa produção de leite e riscos para bezerros recém-nascidos.
  • Clima Chuvoso: aumento da umidade favorece doenças de casco, parasitas, estresse e distúrbios imunológicos.
  • Clima Seco: a escassez de água prejudica o gado a pasto, causando desidratação e outros problemas de saúde.

 

Desafios específicos no gado

Os principais desafios enfrentados pelo gado leiteiro incluem o estresse térmico no calor, problemas relacionados ao frio e diversas complicações decorrentes das mudanças de temperatura. A saúde, o bem-estar, a reprodução e a imunidade do rebanho são diretamente impactados.

Vacas prenhas expostas ao estresse por calor podem gerar bezerros com problemas de saúde, produção, imunidade e maior risco de mortalidade, esses efeitos podem se estender às gerações seguintes.

Além disso, o gado criado a pasto tende a sofrer ainda mais com essas variações climáticas, especialmente raças de origem europeia, que não são naturalmente adaptadas às condições climáticas brasileiras.

Gado bebendo água

 

Estratégias e soluções para lidar com os impactos

Existem diversas estratégias para reduzir os impactos das mudanças climáticas na produção de leite, algumas de maior custo e outras mais acessíveis:

  • Uso de instalações como free stall ou compost barn, equipadas com ventiladores, nebulização ou aspersão.
  • Para gado a pasto: escolha de raças adaptadas, estudo do clima da região e manejo diário eficiente.
  • Disponibilização de água limpa e fresca sempre, além de áreas sombreadas naturais ou artificiais.
  • Nutrição adequada, garantindo saúde, reprodução e longevidade produtiva

 

Conclusão

As mudanças climáticas causam diversos problemas para o gado leiteiro, especialmente para animais criados a pasto, mais expostos às variações ambientais. No entanto, com estratégias de manejo adequadas e cuidados eficientes, é possível reduzir esses impactos tanto para o produtor quanto para o bem-estar animal.

Embora não seja possível eliminar totalmente os efeitos das mudanças climáticas, é viável minimizá-los por meio de manejo adequado, instalações apropriadas e atenção à nutrição e ao conforto térmico. O estresse térmico não afeta apenas a vaca que o vivencia, mas também suas futuras gerações. Assim, compreender como o clima interfere na produção, saúde e reprodução do gado é essencial para implementar medidas que garantam a sustentabilidade da atividade leiteira.

 

Referências

EBERT, Leandro; NOGARA, Karise Fernanda; TERRA, Maria Luíza. Como o clima impacta os sistemas de produção de leite. MilkPoint, 17 set. 2024. Disponível em: https://www.milkpoint.com.br/colunas/interleite-sul/como-o-clima-impacta-os-sistemas-de-producao-de-leite-237461/. Acesso em: 12 nov. 2025. 

FREITAS, Evandro Christian Miranda de. Estresse térmico em bovinos: controle e resposta em produtividade. Fundação Roge, s.d. Disponível em: https://www.fundacaoroge.org.br/blog/estresse-termico-em-bovinos-controle-e-resposta-em-produtividade. Acesso em: 12 nov. 2025. 

GONSALES, Stephanie. Mudanças climáticas: efeitos e soluções para a produção de leite. MilkPoint, 19 fev. 2024. Disponível em: https://www.milkpoint.com.br/colunas/interleite-sul/mudancas-climaticas-efeitos-e-solucoes-para-a-producao-de-leite-236213/. Acesso em: 12 nov. 2025. 

MILKPOINT. Impacto das mudanças climáticas na produção leiteira. MilkPoint, 10 jun. 2024. Disponível em: https://www.milkpoint.com.br/colunas/lipaufv/impacto-das-mudancas-climaticas-na-producao-leiteira-237020/. Acesso em: 12 nov. 2025. 

MILKPOINT. O impacto do clima na produção de leite e como os produtores estão se adaptando. MilkPoint, 19 ago. 2025. Disponível em: https://www.milkpoint.com.br/artigos/producao-de-leite/o-impacto-do-clima-na-producao-de-leite-e-como-os-produtores-estao-se-adaptando-239128/. Acesso em: 12 nov. 2025. 

REHAGRO. Desafios climáticos na produção de leite. Rehagro, [s.d.]. Disponível em: https://rehagro.com.br/blog/desafios-climaticos-na-producao-de-leite/. Acesso em: 12 nov. 2025.  

Aditivos Alimentares: Uso em Produtos Cárneos, Funções e Segurança Alimentar

Saiba como os aditivos alimentares garantem qualidade, segurança e sabor em produtos cárneos. Tipos, funções e cuidados no uso. 

O que são aditivos alimentares e qual sua função nos alimentos?

Os aditivos alimentares são substâncias adicionadas intencionalmente aos alimentos para melhorar a qualidade, aumentar a durabilidade e garantir a segurança do consumidor. Seu uso é especialmente comum em produtos cárneos industrializados, onde atuam na prevenção de contaminações microbiológicas, além de conservar o sabor, a cor, a textura e prolongar o prazo de validade.

Existem dois principais tipos de aditivos alimentares:

  • Naturais: extraídos diretamente de fontes vegetais ou animais, sem passar por processos industriais.
  • Artificiais: produzidos por reações químicas ou transformações a partir de componentes dos próprios alimentos.

Quando usados dentro dos padrões legais e de segurança alimentar, os aditivos são essenciais para manter a qualidade durante o processamento, armazenamento e distribuição dos alimentos.

 

Tipos de aditivos alimentares

Como mencionado, os aditivos alimentares podem ser classificados como naturais ou artificiais, de acordo com sua origem e modo de produção.

Aditivos naturais incluem corante betacaroteno, cera de carnaúba, edulcorante stévia e goma guar — todos extraídos diretamente de fontes naturais, sem processamento químico.

Aditivos artificiais incluem sorbato de potássio, corante tartrazina, benzoato de sódio e propionato de cálcio — produzidos em laboratório por reações químicas ou modificações derivadas de componentes alimentares.

 

O que são produtos cárneos?

Produtos cárneos são alimentos obtidos, preferencialmente, a partir de carne fresca que passou por um ou mais tipos de processamento, como salga, defumação, cozimento ou adição de condimentos e temperos.

Esse processamento não altera significativamente as qualidades nutricionais da carne, mas confere características específicas de cor, sabor e aroma, conforme o método utilizado.

Um dos principais benefícios do processamento é agregar valor ao produto, aproveitando cortes que não seriam consumidos in natura e criando alternativas comerciais viáveis.

 

Por que são usados aditivos em produtos cárneos?

Os aditivos alimentares em produtos cárneos
desempenham papéis fundamentais na conservação, segurança alimentar e qualidade sensorial desses alimentos. As categorias mais usadas pela indústria cárnea incluem conservantes, antioxidantes, estabilizantes, corantes, condimentos e aromatizantes.

A carne é altamente perecível e, quando mal armazenada, favorece o crescimento de microrganismos como bactérias, fungos e leveduras, os quais deterioram o produto e podem produzir toxinas perigosas.

Para prolongar a vida útil e reduzir o desperdício, os conservantes atuam como antimicrobianos, inibindo o crescimento desses microrganismos. Os antioxidantes previnem a oxidação da gordura e das proteínas, retardando a deterioração e mantendo a qualidade.

Além disso, intensificadores de sabor realçam o sabor natural da carne, enquanto estabilizantes melhoram a textura e a consistência dos produtos cárneos processados.

A indústria deve seguir a legislação brasileira vigente, que regula o uso seguro dos aditivos e exige boas práticas de fabricação.

 

Aditivos alimentares que podem ser adicionados às carnes

Entre os aditivos mais utilizados em produtos cárneos destacam-se:

  • Fosfatos: retardam o crescimento microbiano, reduzem a rancidez causada pela oxidação das gorduras, aumentam a retenção de água — deixando a carne mais suculenta e fácil de mastigar — e estabilizam a textura em produtos como salsichas.
  • Nitrito de sódio: usado em carnes processadas (presuntos, mortadelas, carnes de almoço), confere cor vermelha característica e sabor de cura, retarda a oxidação e, principalmente, inibe o crescimento da bactéria
    Clostridium botulinum, que pode liberar uma neurotoxina fatal.

Apesar dos riscos potenciais de formação de compostos N-nitrosos carcinogênicos, o uso do nitrito de sódio é controlado rigorosamente por autoridades sanitárias, sendo aplicado em níveis seguros para garantir os benefícios.

 

Princípios para o uso seguro de aditivos alimentares em carnes

Os aditivos devem ser usados somente quando justificados e com funções tecnológicas claras. 

É essencial que não ofereçam risco significativo à saúde dos consumidores e não induzam ao erro. Por exemplo, o dióxido de enxofre, comum em outros alimentos, é proibido em carnes frescas por impedir a mudança natural da cor, que indica frescor, podendo enganar o consumidor. 

Além disso, o uso deve seguir as Boas Práticas de Fabricação (BPF), aplicando a menor quantidade possível para atingir o efeito desejado, preservando a segurança e a qualidade do alimento. 

 

Conclusão

O uso correto e regulamentado de aditivos alimentares em produtos cárneos é fundamental para garantir a segurança do consumidor, preservar a qualidade, realçar o sabor e prolongar a durabilidade desses alimentos altamente perecíveis. 

Seguir normas vigentes e boas práticas protege a saúde do consumidor e assegura produtos confiáveis no mercado. 

Compreender as funções e benefícios dos aditivos em carnes processadas ajuda profissionais da indústria e consumidores a fazerem escolhas mais conscientes e informadas. 

 

Referências

TUASAÚDE. Aditivos alimentares prejudiciais para a saúde. Disponível em: https://www.tuasaude.com/aditivos-alimentares-prejudiciais-para-saude/. Acesso em: 24 jul. 2025. 

FOOD CONNECTION. Aditivos em produtos cárneos: importância, funções e principais cuidados. Disponível em: https://www.foodconnection.com.br/proteina-animal/aditivos-em-produtos-carneos-importancia-funcoes-e-principais-cuidados/. Acesso em: 24 jul. 2025. 

QUALIMENTOS JR. Aditivos alimentares em produtos cárneos. Disponível em: https://qualimentosjr.com.br/aditivos-alimentares-em-produtos-carneo/. Acesso em: 24 jul. 2025. 

CENTRO DE SEGURANÇA ALIMENTAR DE HONG KONG (CFS). Food Safety Focus – Aditivos alimentares em carnes processadas. Disponível em: https://www.cfs.gov.hk/english/multimedia/multimedia_pub/multimedia_pub_fsf_129_02.html. Acesso em: 29 jul. 2025. 

EMBRAPA. Produtos cárneos – Pós-produção: ovinos de corte. Disponível em: https://www.embrapa.br/agencia-de-informacao-tecnologica/criacoes/ovinos-de-corte/pos-producao/produtos/produtos-carneos. Acesso em: 29 jul. 2025. 

Microbiologia do Leite: Tipos de Bactérias, Riscos de Contaminação e Como Garantir a Segurança e Qualidade

Entenda a microbiologia do leite: tipos de bactérias, riscos de contaminação e práticas para garantir a qualidade e segurança alimentar.

 

O que é a microbiologia do leite?

O leite é um alimento altamente nutritivo, rico em carboidratos, lipídios, proteínas de alto valor biológico, sais minerais e vitaminas essenciais. Essa composição faz do leite um ambiente ideal para a proliferação de diversos microrganismos, especialmente bactérias.

Nem todas as bactérias presentes no leite são prejudiciais à saúde humana; algumas são benéficas e ajudam a proteger contra microrganismos patogênicos que podem causar doenças.

No entanto, a ausência de controle adequado da atividade microbiana pode comprometer a qualidade do leite cru, tornando-o impróprio para o consumo.

Por isso, a legislação estabelece um limite máximo de 100 mil bactérias por mililitro de leite cru, garantindo a segurança alimentar e a proteção do consumidor. Devido à sua importância nutricional, o leite e seus derivados passam por rigorosos testes microbiológicos para assegurar a qualidade e a segurança do produto final.

 

Tipos de Bactérias

Diversos tipos de bactérias podem estar presentes no leite cru, e cada grupo tem impactos distintos na qualidade, segurança e validade do produto.

Os principais grupos são:

  • Bactérias mesófilas
  • Bactérias termodúricas
  • Bactérias psicrotróficas

Além desses, também podem ser encontrados microrganismos patogênicos, coliformes e bactérias probióticas.

Compreender esses microrganismos é essencial para prevenir a contaminação do leite, evitar perdas na indústria e garantir a segurança alimentar do consumidor.

 

Bactérias Mesófilas

As bactérias mesófilas se desenvolvem com facilidade em temperaturas moderadas e são as primeiras a se multiplicarem quando o leite cru não é refrigerado corretamente após a ordenha.

Microrganismos como Lactobacillus, Streptococcus e Lactococcus são comuns nesse grupo e podem elevar rapidamente a acidez do leite, comprometendo seu valor comercial e dificultando seu uso na indústria de laticínios.

Fatores que favorecem o crescimento dessas bactérias incluem:

  • Má higienização dos equipamentos de ordenha;
  • Manuseio inadequado do leite;
  • Ausência de resfriamento imediato após a ordenha.

A melhor forma de controlar bactérias mesófilas no leite é por meio da refrigeração rápida e eficiente, mantendo o produto em baixa temperatura até a pasteurização.

 

Bactérias Termodúricas

As bactérias termodúricas são microrganismos que resistem ao processo de pasteurização devido à sua capacidade de formar esporos altamente resistentes ao calor. Esses esporos permanecem viáveis no ambiente por anos, mesmo em condições adversas.

Os principais gêneros responsáveis por essa contaminação são Clostridium e Bacillus, ambos com espécies esporuladas que dificultam o controle microbiológico do leite.

A eliminação total dessas bactérias exige tratamentos térmicos mais intensos, como o aquecimento a 120 °C por cerca de 20 minutos — temperatura muito superior à utilizada na pasteurização convencional.

A presença elevada de bactérias termodúricas no leite indica falhas recorrentes na higienização dos equipamentos, como:

  • Rachaduras em peças de borracha
  • Acúmulo de resíduos sólidos (as chamadas “pedras de leite”) nas tubulações
  • Ordenha de vacas com úberes sujos

Como sobrevivem ao tratamento térmico, essas bactérias afetam diretamente a validade do leite pasteurizado e de seus derivados, acelerando a deterioração do produto.

 

Bactérias Psicrotróficas

As bactérias psicrotróficas são microrganismos capazes de se multiplicar em temperaturas baixas, geralmente abaixo de 7 °C. Embora muitas sejam originalmente bactérias mesófilas, elas conseguem crescer lentamente durante o armazenamento refrigerado do leite cru.

Esse grupo representa um grande desafio para a indústria de laticínios, pois produz enzimas resistentes ao calor, como proteases e lipases, que permanecem ativas mesmo após a pasteurização.

Essas enzimas são responsáveis por:

  • Degradação de proteínas e gorduras do leite
  • Alterações no sabor e odor
  • Redução da vida útil do produto
  • Menor rendimento na produção de queijos
  • geleificação do leite UHT

O crescimento dessas bactérias ocorre principalmente quando o leite cru refrigerado é armazenado por longos períodos — prática comum em sistemas de coleta a granel.

Altas contagens de psicrotróficas estão associadas a:

  • Falhas na higiene durante a ordenha
  • Limpeza inadequada dos equipamentos
  • Refrigeração deficiente (temperaturas acima de 5 °C)

Embora muitas bactérias psicrotróficas não sejam patogênicas — como Pseudomonas, Aeromonas, Flavobacterium e Lactobacillus — algumas espécies podem causar doenças, como Listeria monocytogenes, Yersinia enterocolitica e Bacillus cereus, sendo responsáveis por intoxicações alimentares.

 

Microrganismo Patogénicos no Leite

O leite cru pode servir como meio de transmissão para diversos agentes patogênicos, capazes de causar doenças infecciosas em seres humanos. Entre os principais microrganismos que podem estar presentes no leite contaminado, destacam-se:

  • Salmonella spp.
  • Escherichia coli patogênica
  • Listeria monocytogenes
  • Campylobacter jejuni
  • Yersinia enterocolitica
  • Staphylococcus aureus

A maioria desses microrganismos é eliminada com o processo de pasteurização do leite, mas algumas bactérias termodúricas podem sobreviver ao tratamento térmico.

Além disso, existe o risco de contaminação pós-pasteurização, que pode ocorrer devido a:

  • Equipamentos e utensílios mal higienizados
  • Manipuladores contaminados
  • Armazenamento inadequado após o processamento

Algumas bactérias, como o Staphylococcus aureus, produzem enterotoxinas resistentes ao calor. Nestes casos, o tratamento térmico pode eliminar as células bacterianas, mas não as toxinas, que continuam ativas e representam risco à saúde.

Há ainda microrganismos virais, como o vírus da febre aftosa, que não são completamente inativados pela pasteurização. A prevenção, nesse caso, depende da vacinação dos animais.

Patógenos mais recentemente identificados no leite, como Escherichia coli O157:H7 e Listeria monocytogenes, embora responsáveis por poucos surtos, preocupam devido à gravidade das doenças que podem causar, especialmente em grupos de risco como gestantes, idosos e imunossuprimidos.

 

Coliformes no Leite

A presença de coliformes no leite cru é considerada um importante indicador de contaminação fecal. Esse grupo de bactérias inclui principalmente os gêneros:

  • Escherichia
  • Enterobacter
  • Klebsiella

Esses microrganismos são naturalmente encontrados no trato intestinal dos animais, e sua presença no leite está geralmente associada a falhas nas práticas de higiene.

Altas contagens de coliformes podem indicar:

  • Ordenha realizada com má higienização dos úberes
  • Uso de utensílios ou equipamentos contaminados
  • Emprego de água imprópria para a limpeza

Embora alguns coliformes possam ser de origem ambiental, sua presença em níveis elevados sempre serve como um sinal de alerta. Isso indica a necessidade de revisar e aprimorar as boas práticas de ordenha, manejo e sanitização.

A detecção precoce desses microrganismos contribui para garantir a qualidade do leite cru e prevenir riscos à saúde do consumidor.

 

Probióticos

Os probióticos são microrganismos benéficos que desempenham papel fundamental na manutenção da saúde intestinal e na modulação do sistema imunológico. Eles estão presentes em produtos lácteos fermentados, como iogurtes, e incluem principalmente cepas dos gêneros:

  • Lactobacillus
  • Bifidobacterium

Esses microrganismos auxiliam na digestão, facilitam a absorção de nutrientes e competem com bactérias patogênicas como Salmonella typhimurium e Escherichia coli, reduzindo sua capacidade de colonização no trato gastrointestinal.

Além disso, os probióticos promovem o aumento da produção de imunoglobulina A (IgA), fortalecendo a resposta imune adaptativa do organismo.

Estudos indicam que a presença de Lactobacillus em lactentes está associada a um menor risco de alergias alimentares na vida adulta. Já a suplementação com Bifidobacterium em recém-nascidos durante o desmame pode diminuir a colonização por Bacteroides, reduzindo a chance de reações alérgicas.

 

Conclusão

A microbiologia do leite é essencial para garantir a segurança alimentar e a qualidade dos produtos lácteos. Embora o leite seja um ambiente ideal para o crescimento de diversos microrganismos, os riscos podem ser eficazmente controlados por meio de boas práticas de higiene na produção, refrigeração adequada do leite cru e processos de pasteurização eficientes.

Além de proteger a saúde do consumidor, o conhecimento detalhado sobre a microbiologia do leite contribui para a melhoria da cadeia produtiva e para o fortalecimento da saúde pública.

 

Referências

IFope. Microbiologia: entenda o processo de microbiologia do leite. Disponível em: https://blog.ifope.com.br/microbiologia/. Acesso em: 26 ago. 2025. 

EMBRAPA. Tipos de microrganismos. Disponível em: https://www.embrapa.br/agencia-de-informacao-tecnologica/criacoes/gado_de_leite/pre-producao/qualidade-e-seguranca/qualidade/qualidade-higienica/microrganismos/tipos-de-microrganismos. Acesso em: 26 ago. 2025. 

KASVI. Bactérias no leite: quais são e que cuidados exigem na produção. Disponível em: https://kasvi.com.br/bacterias-no-leite-quais-sao-e-que-cuidados-exigem-na-producao/. Acesso em: 26 ago. 2025. 

Como os testes MilkSafe garantem a qualidade do leite e a segurança alimentar

Como os testes MilkSafe podem contribuir para o controle de antibióticos no leite?

A cultura de segurança relacionada ao leite e seus derivados não é algo novo na indústria alimentícia, pois, quando se trata de comida, a segurança é um dos principais fatores a serem considerados. Inicialmente, essa segurança estava mais voltada aos perigos biológicos. No entanto, atualmente, outros riscos têm ganhado mais destaque na indústria de lácteos, especialmente os perigos químicose físicos.

É importante destacar que o gerenciamento desses riscos ocorre em três níveis principais: o primeiro é a fazenda, onde acontece a maior parte das contaminações; em seguida, o transporte do leite, que é um ponto crítico e onde a maioria dos testes costuma ser realizada; e, por fim, o silo na indústria, onde o leite é armazenado em grandes tanques. Caso alguma irregularidade seja identificada nesse último estágio, há grandes chances de rejeição do produto.

Para enfrentar esses desafios constantes na indústria láctea, um dos nossos parceiros, a Novonesis desenvolveu a linha de testes MilkSafe™, de triagem qualitativa para detecção de antibióticos e Aflatoxina M1. Esta linha de produtos contém incubadoras portáteis, leitores portáteis e desktop, o aplicativo MilkSafe™ App para registrar os resultados dos testes, além de um web portal em nuvem para o gerenciamento eficiente dos dados.

Com essas ferramentas exclusivas, as análises possibilitam monitorar a exposição real aos antibióticos no campo, garantindo mais segurança e qualidade ao processo produtivo.

 

Testes MilkSafe:

O sistema MilkSafe™ oferece dois tipos principais de testes: MilkSafe™ e MilkSafe™ Fast.

O teste MilkSafe™ é embasado em um modelo de tira de fluxo lateral, o que viabiliza um melhor funcionamento, tornando-o mais acessível e confiável. Essa tecnologia facilita a triagem de antibióticos, tornando o processo simples e acessível. O teste é realizado em uma etapa única de incubação e pode ser interpretado visualmente ou por meio de um leitor. Essa linha cobre todos os tipos de antibióticos comumente usados, sendo aplicável em diversos cenários.

O teste MilkSafe™ oferece também duas abordagens inovadoras e muito eficientes para a detecção de antibióticos. O primeiro método é o teste rápido, que funciona à base da tecnologia imunocromatográfica com ouro coloidal, permitindo resultados rápidos e eficientes em questão de minutos. Essa metodologia é mais utilizada em lugares que necessitam de acompanhamento contínuo e que precisam de resultados rápidos. Esse teste proporciona uma solução eficaz e simples para o controle de qualidade.

O MilkSafe™ também disponibiliza um segundo método, o teste microbiológico, baseado na tecnologia de Redução do Preto Brilhante (BRT), que utiliza processos de oxirredução. Nele, são usados esporos de Geobacillus stearothermophilus, que germinam na ausência de antibióticos, e o corante preto brilhante, cuja mudança ocorre pela redução catalisada dos elétrons liberados na metabolização de nutrientes pelas bactérias. Esse método é mais confiável que os testes baseados em pH, pois evita falsos positivos causados por fatores externos como a qualidade do leite ou a presença de substâncias acidificantes, garantindo resultados mais precisos e seguros.

Essas duas tecnologias complementares asseguram que os kits MilkSafe™ atendam aos mais rigorosos padrões de segurança alimentar, com soluções que combinam precisão, confiabilidade e rapidez para o controle de qualidade do leite.

Já o teste MilkSafe™ Fast utiliza o formato cassete em uma única etapa, o que simplifica o manuseio e acelera a obtenção dos resultados. Cada teste em cassete possui um código QR exclusivo para identificar o resultado individual, garantindo rastreabilidade completa e minimizando erros no registro de dados.

 

Por que testar o leite é fundamental para garantir a segurança alimentar?

A segurança dos alimentos é uma grande preocupação em todo o mundo, especialmente na indústria de laticínios, onde a segurança e a qualidade do leite e seus derivados dependem inteiramente das condições de produção.

Um dos maiores desafios enfrentados no momento atual é a presença de resíduos de antibióticos no leite. Esses resíduos podem resultar, por exemplo, da má administração de medicamentos a vacas leiteiras para tratar infecções comuns no rebanho, como a mastite.

Além disso, a detecção de antibióticos no leite é fundamental para proteger a saúde do consumidor, pois o consumo desses resíduos pode acarretar alguns riscos à saúde humana. Eles contribuem, principalmente, para o crescimento da resistência bacteriana, o que dificulta o tratamento de infecções consideradas comuns. Esses resíduos também podem provocar reações alérgicas em indivíduos mais sensíveis, além de interferirem na microbiota intestinal. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o uso desordenado de antibióticos na produção animal está entre os principais fatores responsáveis pela seleção de bactérias multirresistentes, afetando tanto humanos quanto animais e resultando na redução drástica das opções de tratamento disponíveis.

Por isso, garantir que o leite esteja livre de antibióticos é essencial para proteger a saúde dos consumidores e assegurar que os produtos lácteos sejam seguros e estejam em conformidade com os rigorosos padrões de segurança alimentar estabelecidos pela legislação vigente. É muito importante ressaltar que a legislação nacional deve ser sempre consultada.

Contudo, conforme a legislação vigente, devemos destacar que a utilização desses antibióticos no gado deve ocorrer somente com prescrição e autorização veterinária, exclusivamente para fins terapêuticos ou profiláticos. Também é muito importante esclarecer que há um período de carência obrigatório, devido ao tempo necessário para que o animal elimine todos os resíduos do medicamento. O leite produzido nesse período deve ser obrigatoriamente descartado, não podendo, em hipótese alguma, ser destinado ao consumo humano.

Conforme estabelecido pela Anvisa e o MAPA, é necessário cumprir os Limites Máximos de Resíduos (LMR), que definem as porcentagens aceitáveis de cada medicamento veterinário em alimentos de origem animal. Outro ponto importante são as Instruções Normativas nº 76 e nº 77, que exigem que as indústrias de laticínios implementem um plano de qualificação, além da realização de testes contínuos para a detecção de resíduos de antibióticos.

 

Quais os benefícios dos testes MilkSafe para os produtores de leite?

O principal benefício para os produtores e consumidores está relacionado à segurança alimentar que os testes MilkSafe™ proporcionam. Como citado anteriormente, esses testes são grandes aliados na detecção de diversos perigos encontrados no leite, entre eles os antibióticos, que estão muito presentes na indústria de laticínios

Esses resíduos podem ser causados, principalmente, pela má administração do uso de antibióticos no gado leiteiro, geralmente utilizados para tratar infecções como a mastite. Os antibióticos mais comuns no tratamento da mastite bovina são a penicilina e a amoxicilina. Caso os resíduos desses medicamentos estejam presentes no leite, pessoas sensíveis a esse tipo de substância podem apresentar reações alérgicas, porque, mesmo que estejam em baixas quantidades, podem acabar desencadeando uma resposta imunológica.

A detecção desses resíduos proporciona melhor qualidade no produto, resultando em maior aproveitamento do leite pelo produtor. Isso também beneficia o consumidor, pois, ao atender aos requisitos rigorosos de segurança alimentar, o produto final apresenta mais qualidade, aumentando a confiança, satisfação e segurança alimentar do consumidor.

Além dos benefícios citados, os testes MilkSafe™, produzidos pela Novonesis, são certificados pelo Instituto de Pesquisa Agrícola de Flandes (ILVO), com sede na Bélgica, e estão em conformidade com a legislação brasileira e outros padrões regulatórios internacionais. Essa certificação garante aos produtores da indústria de laticínios e aos consumidores resultados confiáveis e válidos.

 

Referências

HALABIOTEC. Edição 161. Disponível em: https://halabiotec.com.br/edicao-161/. Acesso em: 20 out. 2025.

HALABIOTEC. Edição 168. Disponível em: https://halabiotec.com.br/edicao-168/. Acesso em: 20 out. 2025.

REHAGRO. Resíduos de antibióticos no leite: riscos, causas e como evitar. Disponível em: https://rehagro.com.br/blog/residuos-de-antibioticos-no-leite/. Acesso em: 22 out. 2025.

ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE (OPAS). OMS recomenda que agricultores e indústria alimentar parem de usar antibióticos em animais saudáveis para evitar resistência a esses medicamentos. Disponível em: https://www.paho.org/pt/noticias/7-11-2017-oms-recomenda-que-agricultores-e-industria-alimentar-parem-usar-antibioticos-em. Acesso em: 22 out. 2025.

MILKPOINT. Mastite clínica: conheça uma excelente forma de tratamento. Disponível em: https://www.milkpoint.com.br/empresas/novidades-parceiros/mastite-clinica-conheca-uma-excelente-forma-de-tratamento-211036/. Acesso em: 22 out. 2025.

 

Corantes Naturais: O Que São, Tipos, Benefícios e Diferenças

Corantes naturais: entenda suas aplicações, benefícios e como diferem dos corantes artificiais. Conheça as vantagens para a indústria e consumidor.

 

O que são Corantes Naturais?

Corantes naturais são substâncias obtidas por meio de fontes naturais, utilizadas para acrescentar cor a alimentos, bebidas, laticínios e outros tipos de produtos.

Folhas verdes utilizadas para extração de clorofila

Ao contrário doscorantes artificiais, que são sintéticos, os corantes naturais são uma opção muito mais saudável e costumam ser bem mais aceitos pelos consumidores.

Eles podem ser extraídos de diversas fontes, como plantas, raízes e até mesmo de insetos invertebrados, como, por exemplo, a cochonilha, utilizada na produção do corante carmim.

 

Onde os Corantes Naturais são Utilizados?

Os corantes naturais são utilizados em diferentes indústrias, como:

  • Indústria alimentícia
  • Indústria farmacêutica
  • Indústria de cosméticos e higiene

Na indústria de alimentos, são muito presentes em doces, bebidas, iogurtes, molhos e alimentos processados.

 

Tipos de Corantes naturais

Existem diversos tipos de corantes naturais, cada um oferecendo características únicas. Os mais comuns são:

Cúrcuma: Extraída do rizoma da planta, proporciona um tom de amarelo extremamente forte e vibrante. É muito utilizada em molhos, pães e diversos produtos de confeitaria.

Betacaroteno: Derivado de diversos vegetais, como a cenoura. Proporciona a cor laranja, muito utilizada em sucos, sorvetes e margarinas.

Urucum: Extraído das sementes avermelhadas da planta, que contêm bixina — um pigmento utilizado como corante. Sua coloração avermelhada é muito presente em embutidos como salsichas e linguiças.

Clorofila: Extraída de folhas recém-colhidas, embora o método mais comum seja após a secagem das folhas. Gera uma cor verde e costuma ser muito utilizada em bebidas, cereais, balas, sorvetes e outros produtos. Além disso, é utilizada no branqueamento do leite na produção de queijos.

 

Qual a Importância dos Corantes?

Os corantes alimentares são adicionados aos alimentos principalmente para devolver a aparência original do produto, alterada durante as etapas de processamento.

Além disso, os corantes garantem uma coloração mais atrativa a alimentos naturalmente desprovidos de cor.

Dessa forma, é possível observar que a cor é um dos elementos mais importantes dos alimentos, pois influencia diretamente na preferência e na escolha dos produtos pelos consumidores, podendo indicar sua qualidade e sabor.

 

Vantagens dos Corantes Naturais

Os corantes naturais oferecem uma série de benefícios que os tornam preferidos não só pela indústria, mas também pelos consumidores.

Uma das vantagens mais relevantes é a percepção positiva do consumidor. Marcas que utilizam corantes naturais costumam ser vistas como mais saudáveis e comprometidas com o bem-estar.

Além disso, os corantes naturais estão alinhados à crescente preocupação ambiental. Como são obtidos de forma sustentável, causam menos impacto ecológico, o que atrai consumidores conscientes e engajados com causas ambientais.

A inovação também está presente no uso dos corantes naturais. Graças a avanços tecnológicos, é possível obter maior estabilidade nesses corantes, permitindo seu uso em uma ampla variedade de produtos, sem comprometer a cor ou a qualidade do alimento.

Isso amplia ainda mais suas vantagens e aplicações em diversas áreas do setor alimentício, incentivando sua escolha por parte das indústrias.

 

Exemplo de corante natural extraído de plantas e frutas

Diferença entre Corantes Naturais e Corantes Artificiais

As diferenças entre esses corantes são notáveis, tanto em sua composição quanto nos benefícios que oferecem.

Corantes artificiais são produzidos em laboratório e contêm compostos sintéticos. Já os corantes naturais, como citado anteriormente, são extraídos de fontes vegetais, minerais, como legumes e frutas, e até mesmo de alguns insetos invertebrados. Isso faz com que os corantes naturais sejam uma opção mais saudável para o consumidor.

Outra diferença importante está na percepção de mercado, já que atualmente os consumidores estão mais atentos ao que consomem, e tendem a evitar produtos com aditivos artificiais, preferindo aqueles que utilizam corantes naturais.

 

Conclusão

Diante do que foi citado anteriormente, fica evidente a importância e os benefícios dos corantes naturais na indústria moderna. Por serem obtidos de fontes naturais, esses corantes oferecem uma alternativa mais saudável e sustentável em comparação aos corantes artificiais, atendendo tanto às exigências das indústrias quanto às expectativas dos consumidores.

Além de contribuírem para a aparência e atratividade dos produtos, os corantes naturais também refletem valores como saúde, responsabilidade ambiental e inovação.

Com o avanço das tecnologias e a crescente busca por alimentos mais naturais, a tendência é que o uso desses corantes se torne cada vez mais comum, fortalecendo sua presença no mercado e incentivando práticas mais conscientes em toda a cadeia produtiva.

 

Referências

ALPHAGEL. Corantes naturais. Disponível em: https://alphagel.com.br/blog/corantes-naturais/. Acesso em: 05 ago. 2025. 

CONSULTORIA MULT. Corantes naturais: saiba quais são os principais. Disponível em: https://consultoriamult.com.br/blog/corantes-naturais-saiba-quais-sao-os-principais/. Acesso em: 05 ago. 2025. 

BRASTÓKIO. Conheça a qualidade e os benefícios dos corantes naturais. Disponível em: https://www.brastokio.com.br/blog/2024/10/04/conheca-a-qualidade-e-os-beneficios-dos-corantes-naturais/#:~:text=naturais%20da%20Brast%C3%B3kio-,O%20que%20s%C3%A3o%20corantes%20naturais?,o%20tipo%20de%20corante%20ideal. Acesso em: 06 ago. 2025. 

GEPEA. Corante natural na indústria de alimentos. Disponível em: https://gepea.com.br/corante-natural-na-industria-de-alimentos/. Acesso em: 06 ago. 2025.