Produtor pode perder direito de usar nomes como gruyère, gorgonzola e parmesão.

O Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) prorrogou até o dia 22/12 o prazo para manifestações acerca da lista de Indicações Geográficas (IGs) da União Europeia. A consulta é direcionada especialmente a empresas e instituições brasileiras e vai orientar parecer do INPI para fundamentar negociações em acordo a ser fechado entre Mercosul e União Europeia.

Está em jogo, por exemplo, o direito de se usar ou não em países do Mercosul termos como vinho prosecco, queijos feta, gruyère, gorgonzola, parmesão, grana padano, entre outros.

 

Está em jogo, por exemplo, o direito de se usar ou não em países do Mercosul termos como vinho prosecco, queijos feta, gruyère, gorgonzola, parmesão, grana padano, mortadela bolonha, toscana e outros, semelhantes a marcas registradas e consolidadas no Brasil para o mesmo segmento. E, ainda, aqueles constantes da legislação brasileira de bebidas, como Genebra e Steinhaeger.

Termos da UE que forem reconhecidos como Indicação Geográfica pelo Mercosul não mais poderão ser usados comercialmente em produtos não procedentes da região específica da União Europeia. O termo parmesão passaria a ser usado exclusivamente para o queijo Parmigiano Reggiano, produzido na Itália. O equivalente brasileiro teria de mudar o nome, o que inclui embalagens, rótulos, cardápios e propagandas. Eventual mudança de nome de produtos e registro de novas marcas se tornariam necessárias, como já ocorreu no caso da transição de champagne para espumante, em 2013.

Eventuais manifestações de oposição em relação a denominações contidas na lista devem ser enviadas para o e-mail [email protected], contendo no máximo 20 MB. Também deve ser preenchido formulário específico.

A fim de mapear os interesses nacionais, bem como o impacto no mercado e na sociedade, o governo brasileiro, por meio do INPI, deu início à consulta pública. Qualquer pessoa física ou jurídica interessada, residente ou estabelecida no Brasil (associações, consumidor, produtor, distribuidor, vendedor, outros), que se sinta prejudicada com a possível restrição aos seus direitos adquiridos ou ao uso dos nomes iguais ou muito semelhantes aos indicados pela União Europeia pode se manifestar. Há um processo em curso em que o posicionamento do Brasil é fundamental para defender interesses nacionais.

O mesmo processo está ocorrendo simultaneamente nos demais membros do Mercosul e nos países membros da União Europeia. O acordo vale para os dois lados: os produtores e exportadores brasileiros que visam o mercado europeu, têm oportunidade de consolidar suas marcas e Indicações Geográficas reconhecidas no Brasil, igualmente na Europa, agregando valor aos seus produtos e ganhando reputação para denominações brasileiras de alta qualidade e competitividade.

Mercosul e União Europeia já apresentaram, na condição de blocos, suas listas de Indicações Geográficas que pretendem reconhecer e proteger diretamente por intermédio do acordo. A lista da União Europeia contém 347 nomes e a do Mercosul, 200.

 

EXEMPLOS DE OPOSIÇÃO

Casos mais frequentes em que as empresas e instituições brasileiras podem contestar a lista de Indicações Geográficas:

– Se a denominação entra em conflito com a de uma variedade vegetal ou raça animal, confundindo o consumidor sobre a origem do produto.

– Se alguma instituição ou empresa entender que a concessão de Indicação Geográfica interfere em direitos adquiridos. É preciso apresentar informações que demonstrem eventual interferência.

– Denominação idêntica ou semelhante já registrada ou com registro em tramitação para o mesmo produto ou similar, que pode confundir o consumidor.

– Nome genérico ou de uso comum em produto brasileiro. É preciso demonstrar que o nome foi usado de boa fé e comprovar a data de início da produção.

Para mais informações consulte o site do INPI.

 


Fonte: Mapa.

EUA – ADPI estabelece os primeiros padrões da indústria para a proteína do soro de leite.

O Instituto Americano de Produtos Lácteos (ADPI, sigla em inglês) criou os novos padrões para a proteína do soro de leite obtida diretamente do leite, a primeira para a indústria de laticínios, de acordo com o diretor técnico do ADPI, Dan Meyer.

 

 

Até hoje somente eram estabelecidos os padrões para a proteína do soro de leite procedente da produção de queijo. “Agora abrangemos todas as proteínas de soro de leite, incluindo as que não sejam subprodutos do queijo”, disse Meyer ao DairyReporter.

Para desenvolver os padrões, o ADPI criou uma “força tarefa” para desenvolver e redigir o padrão que será apresentado a um conselho de aproximadamente 50 membros para ser aprovado. “Tínhamos alguns membros que fabricavam o soro natural, e confiamos em suas contribuições, utilizando seus dados para desenvolver este padrão”, disse Meyer.

 

DEFINIÇÃO ESPECÍFICA PARA PROTEÍNA DE SORO DO LEITE

O padrão define que o produto proteína do soro seja obtido diretamente do leite, e que o produto depois de seco e acabado não tenha menos do que 25% de proteína. A proteína do soro será obtida através de microfiltração e/ou cromatografia do leite ou combinação do leite desnatado com ultrafiltração, nanofiltração, evaporação, diálise, ou “qualquer outro processo seguro e saudável no qual toda ou parte da lactose, minerais e umidade possa ser removida”.

O produto não pode ser produzido por qualquer processo ou combinação de processos que inclua coagulação enzimática da proteína e/ou precipitação ácida da proteína do leite bovino ou leite desnatado, acrescentou o ADPI.

O produto Proteína do Soro de Leite que contenham menos de 89,5% de proteína será denominado “Proteína Concentrada de Soro de Leite”, e o produto proteína de soro de leite que tenha um teor igual ou superior a 89,5% será chamado de “Proteína Isolada de Soro de Leite”, de acordo com os novos padrões.

A ADPI espera, eventualmente, que o novo guia de proteínas de soro de leite seja adotado ao nível global, como padrão pelo CODEX, diz Meyer.

“Esperamos que este padrão industrial desenvolvido pelo ADPI ofereça à indústria e aos consumidores melhor compreensão da função e composição de muitos ingredientes lácteos nutricionais em pó produzido nos Estados Unidos, e que venham a ser referências reconhecidas mundialmente para esses produtos”, disse o presidente do ADPI, David Thomas.

 


Fonte: Terra Viva.

Yooli Foods desenvolve queijo cremoso, uma alternativa ao iogurte.

A empresa norte-americana de lácteos, Yooli Foods, lançou uma variedade de queijos cremosos artesanais, que foram classificados como uma “alternativa satisfatória ao iogurte”.

Chamado de Yooli Cremes, o produto pode ser mantido congelado e descongelado, ou refrigerado e consumido frio.

A gama vem em três sabores – mel e limão, morango e baunilha – e é 99% sem lactose e sem glúten.

 

 

Em um comunicado, a empresa disse: “Este snack artesanal tem o equilíbrio perfeito de saúde e sabor. O Yooli apresenta uma experiência prazerosa ideal sem a culpa. O queijo branco e cremoso tem um sabor suave e sutilmente doce. O Yooli Cremes contém mais proteínas por 100 gramas do que o iogurte grego. É naturalmente rico em proteínas com uma proporção de carboidrato e proteína de 1: 1.”

 

 

“A Yooli Foods é uma empresa que pertence a mulheres e está comprometida em trazer inovações significativas para a categoria láctea, ao mesmo tempo em que retorna à comunidade local. Os produtos da Yooli não contêm corantes, flavorizantes e adoçantes artificiais e são perfeitos para os consumidores que procuram lanches saudáveis e com excelente sabor.”

Fonte: FoodBev.com.

Coca-Cola: aprendendo a vender leite e iogurtes.

A estratégia de ampliar o portfólio levou a Coca-Cola a comprar, em parceria com os engarrafadores locais, duas empresas de derivados de leite na América Latina: a mexicana Santa Clara, há cinco anos, e a brasileira Verde Campo no ano passado. Antes disso, tinha comprado a Leão, que produz chás e café no Brasil. “Os lácteos são um negócio diferente pois vendemos bebidas a vida toda”, diz Juan Pratts, vice-presidente de assuntos públicos da Coca-Cola no México. Ele diz que a empresa está aprendendo a vender leite, iogurtes, queijos e sorvetes.

 

 

Em Pachuca, cidade ao norte da capital mexicana, a uma hora e meia de carro, a Santa Clara está recebendo neste mês 800 mil litros de leite por dia de 17 criadores de gado leiteiro. Isso inclui os 35 mil litros da família Gomez, que fundou a Santa Clara há 90 anos. Quase 90% é transformado em leite ultrapasteurizado UHT, que não necessita ser transportado em caminhão refrigerado e pode ser distribuído ao varejo na frota que leva outros produtos da Coca-Cola. O restante é dividido entre leite fresco, queijos, creme de leite fresco e sorvetes.

A Coca-Cola enfrenta a francesa Danone, que domina o mercado mexicano de iogurte, e a Lala, que comprou a Vigor no Brasil e é a maior empresa de laticínios do México. “Mas estamos crescendo rápido. Em leite UHT, estamos quase igual à Lala”, diz Francisco Javier Muñoz, engenheiro de alimentos, há 30 anos na Santa Clara. Grandes redes de varejo recebem o leite da Santa Clara, mas os sorvetes, queijos e iogurtes são mais facilmente encontrados nas 255 lojas da empresa.

A Coca-Cola vê grande potencial no mercado de lácteos. O consumo per capita de leite no México é a metade do recomendado pela FAO, o braço de alimentos e agricultura da Organização das Nações Unidas. O desafio é fazer um produto de qualidade a um preço acessível, já que 40% dos mexicanos são pobres, segundo o Fundo Monetário Internacional.

 


Fonte: Valor Econômico.

Envelhecimento da população brasileira e as estratégias da Nestlé.

O suíço Greg Behar preside desde 2014 a divisão responsável por alimentos especiais usados na prevenção ou no tratamento de doenças da multinacional suíça Nestlé. É uma das categorias da empresa que mais crescem, e o Brasil está entre os cinco maiores mercados. Para Behar, o envelhecimento da população vai aumentar a demanda por esse tipo de produto. Surpreendentemente, uma das maneiras de a empresa chegar a esses consumidores tem sido ir às redes sociais.

 

Behar, da Nestlé: “Os idosos são um grupo muito participativo, que comenta as publicações e chama os amigos para interagir” (Germano Luders/Revista EXAME).

 

Qual é a perspectiva de crescimento do mercado para consumidores idosos no mundo?

De acordo com as Nações Unidas, consumidores com mais de 60 anos, idade mínima para denominar esse grupo, representavam 12% da população global em 2015. As projeções apontam que esse percentual deverá dobrar em cinco décadas.

 

Como o perfil desses consumidores vem mudando ao longo do tempo?

Os idosos buscam cada vez mais qualidade de vida. Há 20 anos não se pensava em figuras como a cantora Madonna, com 59 anos e tão ativa. Portanto, nosso objetivo é contribuir com produtos que tenham um impacto positivo sobre o envelhecimento, aumentando a qualidade de vida.

 

É mais difícil atingir esse público, que eventualmente pode não gostar de ser chamado de velho?

A chave está em focar um interesse crescente desse público idoso: a capacidade de ter uma vida longa de qualidade e a valorização da própria saúde. Mas identificamos também que parte das compras é feita por filhos, em especial mulheres, que querem cuidar de seus pais.

 

Como afinar o discurso para não errar?

Acompanhamos histórias espontâneas nas redes sociais de pessoas que contaram como vivem o amor depois dos 50 anos no Brasil. Isso nos inspirou a produzir um filme para o Dia dos Namorados que teve 2,5 milhões de visualizações no Facebook com o produto Nutren Senior, suplemento alimentar voltado para o público idoso. Trata-se de um grupo muito participativo, que comenta nas publicações e chama os amigos para interagir, como numa postagem para ganhar uma amostra grátis.

 

O Brasil tem uma população relativamente jovem. Ainda assim, é um mercado prioritário para a Nestlé nessa área?

Sim. O Brasil está entre os cinco maiores mercados e é uma porta de entrada para a América Latina. O suplemento alimentar Nutren, fabricado em Araçatuba, no interior de São Paulo, já é exportado para Chile e Colômbia e deve chegar à Argentina em breve. Apesar da crise, o Brasil é um dos países onde as vendas mais crescem. Vendemos nossos produtos para 1300 hospitais e clínicas e para 26000 farmácias no país.

 

Além da fabricação, a empresa faz pesquisa e desenvolvimento de novos produtos no Brasil?

Cerca de 150 dos 3000 funcionários da divisão trabalham no Brasil, mas não na área de pesquisa. Há dois centros de pesquisa da Nestlé na Suíça, e estamos abrindo um nos Estados Unidos.

 

Como é possível se adaptar ao gosto do público local?

Infelizmente, até agora não encontramos empresas brasileiras muito avançadas nessa área científica, mas temos como inovar para o gosto local, por exemplo, com um suplemento sabor café com leite desenvolvido regionalmente com o apoio dos centros de pesquisa globais da Nestlé.

 


Fonte: Exame.

Vigor instala geladeira interativa em supermercados.

A Vigor acaba de criar e implementar a Vigor Smart Freezer, geladeira de ponto de venda que possui tecnologia inteligente e promove interações diversas com o consumidor. Com tela audiovisual e ferramentas como a de reconhecimento facial, o equipamento transmite comunicações personalizadas aos clientes, auxiliando-os na escolha do melhor produto. Já para o supermercadista, oferece soluções e análises em tempo real para melhorar o desempenho nas vendas. A primeira Vigor Smart Freezer já está funcionando em uma das lojas do Super Muffato, em Londrina (PR), que pertence ao Grupo Muffato.

Vigor Smart Freezer.

Elaborado para a marca Vigor Grego, o material consiste em uma geladeira de checkout (posicionada na boca do caixa) com configuração inovadora, ideal para alavancar compras por impulso e gerar dados instantâneos para o varejista e a indústria. Uma de suas ferramentas é o chamado Equipa, instrumento de exposição que entrega muito além da visibilidade ideal para os produtos. O dispositivo conta com tecnologia de leitura on-line de dados que identifica itens disponíveis e sua saída, o que permite a gestão de estoque em tempo real. A mesma ferramenta possibilita vinculação a uma tela interativa, disponibilizada na parte da frente da geladeira, que dispara mensagens audiovisuais personalizadas para o consumidor, de acordo com a versão de produto por ele retirada. Ou seja, a comunicação é feita de maneira customizada, aumentando a chance de conversão em vendas. Informações nutricionais, benefícios de cada produto e promoções direcionadas são exemplos de mensagens que podem chegar ao cliente.

A inovação conta ainda com a disponibilização de câmeras que geram contagem de fluxo de pessoas e reconhecimento facial – que determina gênero, idade, tempo de interação com a marca e permite o uso de comunicações direcionadas. Segundo Fabio Acayaba, gerente da área de Trade Marketing da Vigor, a Vigor Smart Freezer, que foi desenvolvida em parceria com as empresas Pusher Pop e Studio Prime, tem por objetivo propiciar o aumento da rentabilidade do varejista e melhorar a experiência de compra do consumidor.

“Ao desenvolver e implantar esse equipamento, trouxemos para o cenário atual do varejo o que ainda era enxergado pelo mercado como um material puramente futurista. Conseguir tornar isso concreto é um grande passo. Estamos falando de um item tecnológico que revoluciona o ponto de venda e beneficia não somente a indústria e suas marcas, mas também o varejista e o consumidor”.

Para o gerente comercial do Grupo Muffato, Adilson Corrêa, abrigar a primeira geladeira Vigor Smart Freezer tem tudo a ver com a filosofia da empresa. “Pioneirismo, inovação e tecnologia são características do Super Muffato, que sempre leva aos seus clientes, em primeira mão, o que há de mais avançado e moderno no segmento”, comenta. Novas ideias e atualizações da geladeira estão previstas pela marca, que pretende, em 2018, expandir a inserção da ferramenta em mais clientes no varejo.

 


Fonte: Supermercado Moderno.

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